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Alzheimer | Memória | Alzheimer: perda de memória recente é um dos principais sinais de alerta, explica neurologista

Tarsis Farias destaca importância do diagnóstico precoce, fala sobre fatores de risco, genética, tratamento e hábitos que podem ajudar na saúde cerebral.

Alzheimer | Memória | Alzheimer: perda de memória recente é um dos principais sinais de alerta, explica neurologista
📸Reprodução

A perda de memória é um dos sinais mais conhecidos da doença de Alzheimer, mas nem todo esquecimento significa necessariamente o desenvolvimento da doença. Em entrevista ao Jornal TransBrasil, o neurologista Tarsis Farias explicou quais sintomas merecem atenção, principalmente entre pessoas acima dos 60 anos.

Segundo o especialista, o Alzheimer costuma afetar inicialmente a memória recente. 

Tarsis Farias 📸Onildo Rodrigues 

Esquecimentos relacionados a acontecimentos do próprio dia, repetição frequente de perguntas ou histórias e dificuldade para lembrar atividades realizadas há pouco tempo podem ser sinais que precisam ser avaliados.

“Geralmente está associado principalmente à memória recente, aquela memória mais rápida, do dia a dia”, explicou o neurologista.

Idade é um dos principais fatores de risco

De acordo com Tarsis Farias, o risco de desenvolver Alzheimer aumenta principalmente a partir dos 60 anos. O especialista ressaltou, porém, que pessoas mais jovens também podem apresentar problemas de memória, mas geralmente por outras razões.

Sobrecarga mental, ansiedade, depressão e determinados medicamentos podem provocar esquecimentos em pessoas jovens. Por isso, o neurologista recomenda avaliação profissional antes de associar automaticamente esses sintomas ao Alzheimer.

Histórico familiar aumenta o risco?

A genética pode ter influência no desenvolvimento da doença, mas ter um familiar com Alzheimer não significa necessariamente que a pessoa também desenvolverá a doença.

Segundo o neurologista, existem casos raros de Alzheimer com forte determinação genética, especialmente em famílias nas quais a doença aparece precocemente, antes dos 60 anos. Na maioria dos casos, porém, a doença não é determinada exclusivamente pela genética.

Diagnóstico começa pela avaliação médica

Tarsis Farias explica que não existe um único exame capaz de, isoladamente, confirmar o Alzheimer. O diagnóstico começa com a avaliação clínica realizada por um especialista, como neurologista ou geriatra.

Durante a consulta, são analisados o histórico do paciente, os sintomas e o funcionamento da memória e de outras funções cognitivas. A partir dessa avaliação, o médico pode solicitar exames complementares para investigar a causa dos sintomas e descartar outras doenças.

Ainda não existe cura

Atualmente, o Alzheimer não tem cura. O neurologista explica, entretanto, que houve avanços importantes no tratamento e que existem medicamentos capazes de retardar a evolução dos sintomas em determinados pacientes.

Novos tratamentos que atuam diretamente em mecanismos relacionados à doença vêm sendo estudados e utilizados em alguns contextos, mas ainda não é possível afirmar que tenham capacidade de curar ou interromper definitivamente a progressão do Alzheimer

Atividade física e estímulo mental podem ajudar

A prevenção também passa pelos hábitos de vida. Segundo o especialista, pessoas que mantêm atividades intelectuais ao longo da vida, como leitura, estudos e outras atividades que estimulam a cognição, podem apresentar maior reserva cognitiva.

A prática regular de exercícios físicos também é apontada como importante para a saúde do cérebro e para a qualidade de vida.

“Exercícios físicos têm um impacto muito importante em qualquer doença degenerativa”, destacou.

O especialista ressalta que esses hábitos não garantem que uma pessoa ficará livre do Alzheimer, mas podem contribuir para a saúde cerebral e para um envelhecimento mais saudável.

Esquecimento em jovens nem sempre é sinal de Alzheimer

Para quem é mais jovem e percebe lapsos de memória, o neurologista recomenda não tirar conclusões precipitadas.

Segundo Tarsis Farias, excesso de tarefas e dificuldade de concentração podem fazer com que a pessoa tenha a impressão de estar esquecendo mais. Alterações de humor, ansiedade, depressão e alguns medicamentos também podem interferir na memória.

Por isso, diante de esquecimentos frequentes ou que começam a prejudicar a rotina, a orientação é procurar avaliação médica.

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