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Feira de Santana | Segurança alimentar | Brasil deixa o Mapa da Fome, mas insegurança alimentar ainda preocupa em Feira de Santana

Município amplia restaurantes populares, cozinhas comunitárias e ações de assistência social para atender famílias em situação de vulnerabilidade.

Feira de Santana | Segurança alimentar | Brasil deixa o Mapa da Fome, mas insegurança alimentar ainda preocupa em Feira de Santana
📸Jorge Magalhães

O Brasil voltou a ficar fora do Mapa da Fome das Nações Unidas, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O resultado indica uma melhora nos indicadores nacionais de acesso à alimentação, mas a insegurança alimentar ainda faz parte da realidade de muitas famílias.

Em Feira de Santana, o município mantém ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade e trabalha na ampliação da rede de segurança alimentar e nutricional.

Segundo Roque Moraes, diretor de Segurança Alimentar e Nutricional do município, ainda há um número significativo de pessoas que precisam de assistência.

“Temos muito ainda o que fazer, mas Feira de Santana vem contribuindo e muito para que isso possa acabar”, afirmou.

Entre as medidas citadas está a ampliação da oferta de refeições por meio dos restaurantes populares. Atualmente, uma das unidades atende mais de mil pessoas por dia. Um novo equipamento está em processo de licitação e, segundo a administração municipal, deverá ampliar a capacidade de atendimento para até três mil pessoas.

Além dos restaurantes, Feira de Santana conta com cozinhas comunitárias distribuídas em diferentes regiões. A prefeitura também ampliou a atuação de profissionais de nutrição para identificar áreas com maior necessidade e acompanhar a situação alimentar da população nas zonas urbana, periurbana e rural.

Rede de assistência

A estratégia de combate à insegurança alimentar também envolve a rede de assistência social. De acordo com Roque Moraes, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) funcionam como portas de entrada para famílias que precisam de atendimento.

A estrutura também inclui equipamentos destinados à população em situação de rua, como o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro POP, além de unidades de acolhimento.

Outro mecanismo citado é o Plantão Social, por meio do qual situações de vulnerabilidade podem ser comunicadas às equipes responsáveis. A abordagem social também atua nas ruas, inclusive durante o período noturno, para identificar pessoas que necessitam de assistência.

Cestas básicas e agricultura familiar

A distribuição de alimentos continua entre as ações realizadas pelo município. Roque Moraes informou que um novo edital relacionado à aquisição de alimentos está previsto.

A proposta é comprar produtos de pequenos agricultores e destiná-los a associações e equipamentos da rede de assistência social, fazendo com que os alimentos cheguem às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo o diretor, a demanda por benefícios eventuais continua existindo. Ele ressalta, porém, que esses benefícios não se limitam à cesta básica e incluem outras situações emergenciais, como auxílio para enxoval de recém-nascidos e despesas funerárias.

Moraes também destacou iniciativas voltadas à agricultura familiar e à implantação de hortas comunitárias. A proposta é orientar comunidades sobre a possibilidade de produzir alimentos mesmo em áreas urbanas e periurbanas.

Busca por atendimento

As famílias que enfrentam dificuldades para garantir alimentação e outras necessidades básicas podem procurar os equipamentos da rede municipal de assistência social, principalmente os CRAS e CREAS.

Pessoas em situação de rua podem buscar o Centro POP ou ser identificadas pelas equipes de abordagem social que circulam diariamente pela cidade.

Para a administração municipal, a ampliação da rede de segurança alimentar depende da integração entre assistência social, agricultura familiar e outras políticas públicas.

Apesar da melhora dos indicadores nacionais, a realidade local mostra que permanecer fora do Mapa da Fome não significa que o problema esteja completamente resolvido. O desafio continua sendo identificar as famílias mais vulneráveis e garantir que políticas de alimentação e assistência cheguem efetivamente a quem precisa.

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