Emergência Climática | Educação Ambiental | I Fórum Socioambiental debate mudanças climáticas e define propostas para políticas públicas em Feira de Santana
Evento reuniu poder público, universidade, Defesa Civil e sociedade civil para discutir estratégias de adaptação, educação ambiental e enfrentamento dos efeitos da emergência climática.
O I Fórum Socioambiental de Feira de Santana reuniu representantes da Prefeitura, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Defesa Civil, estudantes e entidades da sociedade civil para discutir os impactos das mudanças climáticas e construir propostas para fortalecer as políticas públicas ambientais do município.
Promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais, o encontro teve como tema “Emergência Climática Requer Mudanças” e abordou assuntos como transição energética justa, educação ambiental, adaptação das cidades e mitigação dos efeitos das enchentes e da estiagem.

SEMAN Jaciara Moreira 📸Onildo Rodrigues
A secretária municipal de Meio Ambiente, Jaciara Moreira, destacou que o fórum marca o início da construção de diretrizes para o enfrentamento das mudanças climáticas.
“Tratamos de temas importantíssimos sobre a emergência climática e sua mitigação. Cada um dos palestrantes contribuiu para que daqui nascessem decisões e diretrizes para a realização de políticas públicas ambientais em Feira de Santana, com o objetivo de reduzir os efeitos das mudanças climáticas.”
Segundo a secretária, as propostas discutidas serão encaminhadas ao prefeito e deverão nortear futuras ações da administração municipal.
“Essa mitigação depende de várias mãos. Reunimos representantes do governo municipal, estadual, escolas, conselhos e da sociedade civil. Foi um encontro muito produtivo.”
Entre as iniciativas previstas estão a ampliação da educação ambiental, implantação de jardins de chuva, telhados verdes, parques urbanos e outras soluções baseadas na natureza.
Jaciara Moreira também destacou que Feira de Santana foi selecionada pelo Ministério do Meio Ambiente para integrar o programa Adapta Cidades, voltado ao planejamento de ações de adaptação às mudanças climáticas.
“Temos alguns planos estratégicos que vamos implantar. É um plano de ação da Secretaria e também do governo municipal. Quem inicia essa discussão não pode parar por aqui. Precisamos agir rapidamente para reduzir os efeitos das mudanças climáticas.”

Estudante Ivan Ferreira 📸Onildo Rodrigues
Representando a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), o estudante de Engenharia Civil Ivan Ferreira ressaltou que a educação ambiental é essencial para transformar a relação da população com o meio ambiente.
“Não conseguimos falar de justiça climática e meio ambiente sem falar de educação ambiental. Ela é o que transforma as pessoas e faz com que cada indivíduo se reconheça como parte do ambiente e responsável pela sua preservação.”
O universitário também destacou o papel da UEFS na formação da sociedade e na aproximação entre conhecimento científico e população.
“A universidade é um dos maiores instrumentos de formação da população. Ela ajuda a compreender os riscos ambientais, discutir justiça climática, racismo ambiental e sustentabilidade. É uma grande parceira que pode contribuir ainda mais com o município.”
Para Ivan, além das pequenas atitudes do dia a dia, é necessário ampliar o debate sobre os impactos ambientais dos padrões de consumo.
“Mais do que fechar a torneira ou reduzir o tempo de banho, precisamos formar uma consciência ambiental. A população precisa entender que vivemos uma emergência climática e compreender seu papel nesse processo.”

Defesa Civil Antonio José 📸Onildo Rodrigues
Também presente no evento, o coordenador da Defesa Civil de Feira de Santana, Antônio José, afirmou que nenhuma cidade está totalmente preparada para eventos climáticos extremos, mas destacou que o município vem intensificando as ações preventivas.
“Quando falamos em eventos climáticos extremos, nenhum lugar do mundo está completamente preparado. O que fazemos é investir na prevenção e na mitigação dos impactos.”
Segundo ele, a estiagem prevista para os próximos meses já mobiliza diversos órgãos municipais.
“Estamos promovendo fóruns, oficinas, reuniões técnicas e monitoramento permanente, principalmente na zona rural, que tende a sofrer mais com os efeitos da estiagem.”
Antônio José explicou que as ações envolvem diversas secretarias e incluem acompanhamento das comunidades rurais, assistência por meio dos CRAS e planejamento conjunto para minimizar os impactos caso o cenário climático se agrave.
O I Fórum Socioambiental encerrou suas atividades com o compromisso de transformar os debates em propostas concretas para ampliar a resiliência ambiental de Feira de Santana e preparar o município para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Fotos: Onildo Rodrigues
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