Cultura | Patrimônio Histórico | Prefeitura desapropria prédio da antiga Filarmônica Vitória para criar Palácio das Academias em Feira de Santana
Espaço histórico no centro da cidade será restaurado e abrigará academias de letras e o Instituto Histórico do município
O prefeito José Ronaldo anunciou nesta sexta-feira (26) a desapropriação do prédio onde funcionou por mais de um século a tradicional Filarmônica Vitória, na Rua Conselheiro Franco, no centro de Feira de Santana. O imóvel será restaurado e transformado no Palácio das Academias, espaço destinado às academias de letras e ao Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana.
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa que reuniu representantes de academias literárias, entidades culturais, escritores, historiadores e representantes de instituições empresariais do município.

Prefeito José Ronaldo 📸Onildo Rodrigues
Segundo o prefeito, o decreto de utilidade pública será publicado no Diário Oficial do Município e dará início aos procedimentos legais para a transferência do imóvel para o patrimônio municipal. Paralelamente, técnicos da Secretaria de Planejamento já começarão os levantamentos necessários para a elaboração do projeto de restauração.
“Vamos recuperar esse prédio e instalar lá todas as academias e o Instituto Histórico de Feira de Santana. Será o Palácio das Academias. É um sonho antigo das pessoas que amam a cultura nesta cidade ter um espaço apropriado para desenvolver suas atividades”, afirmou José Ronaldo.
O gestor destacou ainda que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas para a revitalização do centro da cidade. Entre elas estão a restauração do prédio do Arquivo Público Municipal, a recuperação do antigo Colégio Maria Quitéria, na Praça Froes da Motta, e a requalificação de importantes praças da região central.
Cultura ganha novo espaço

Escritora Claudia Gomes 📸Onildo Rodrigues Presidente da Academia Metropolitana de Letras e Artes de Feira de Santana (ALAFS), a escritora e professora Cláudia Gomes classificou a iniciativa como um marco para a cultura feirense.
“É uma ótima notícia. A arte, a cultura e a literatura de Feira de Santana agora vão se encontrar em um espaço onde poderemos divulgar ainda mais a nossa produção e preservar a memória da cidade. É um divisor de águas para todos os escritores e representantes das academias”, destacou.
Cláudia ressaltou que muitas instituições culturais enfrentam dificuldades por não possuírem sede própria e dependem de espaços cedidos para a realização de reuniões e eventos.
“Vai ser um abrigo para os escritores e para as academias. Hoje nos reunimos em escolas, no Casarão Olhos D’Água ou onde conseguimos espaço. Ter uma referência física fortalece a cultura e dá visibilidade ao trabalho dos escritores, principalmente os independentes”, afirmou.
Para a educadora, os desafios para manter viva a produção cultural continuarão existindo, mas a criação de um espaço permanente representa um importante avanço.
“Os desafios permanecem, mas agora teremos um novo olhar para a literatura, para os escritores e para os guardiões da memória da cidade. Com união e apoio do poder público, o trabalho poderá ser ampliado e fortalecido”, concluiu.

Prédio Filarmônica Vitória (Foto: Filarmônica Vitória / Crédito: Gutemberg Suzarte)
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