Tarifa zero | Mobilidade urbana | Debate sobre tarifa zero no transporte público mobiliza trabalhadores e especialistas em Feira de Santana
Reunião promovida pelo Sindicato dos Comerciários discutiu impactos sociais, econômicos e possibilidades de financiamento para implantação da gratuidade no transporte coletivo.
Representantes de movimentos sociais, trabalhadores, especialistas e dirigentes sindicais participaram de uma reunião promovida pelo Sindicato dos Comerciários de Feira de Santana (Secofs) para discutir a implantação da tarifa zero no transporte público do município. O encontro faz parte de uma série de debates que buscam ampliar a discussão sobre alternativas para o financiamento do sistema de transporte coletivo e seus impactos na vida da população.

Antonio Cedraz 📸Onildo Rodrigues
Durante o evento, o presidente do Secofs, Antônio Cedraz, destacou que os comerciários estão entre os principais usuários do transporte público da cidade e enfrentam diariamente dificuldades relacionadas à mobilidade urbana.
Segundo ele, a proposta da tarifa zero pode representar melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores, facilitando deslocamentos para o trabalho, estudos, lazer e convivência familiar.
“O comerciário é uma das categorias que mais utiliza o transporte coletivo. A tarifa zero pode trazer benefícios não apenas para os trabalhadores, mas também para o comércio e para a economia da cidade como um todo”, afirmou.

Delcio Mendes 📸Onildo Rodrigues
O vice-presidente do sindicato, Delcio Mendes, reforçou a importância da participação da categoria nas discussões e defendeu que a gratuidade no transporte pode contribuir para o fortalecimento da economia local.
Para ele, o aumento da circulação de pessoas pela cidade tende a gerar mais consumo, estimular o comércio e favorecer a geração de empregos.

Professor Antônio Rosevaldo 📸Onildo Rodrigues
Já o economista e professor Antônio Rosevaldo Ferreira da Silva apresentou dados e experiências de municípios brasileiros que adotaram o modelo de tarifa zero.
Segundo o especialista, atualmente cerca de 146 cidades brasileiras já possuem algum sistema de gratuidade no transporte coletivo, sendo que mais de uma dezena delas têm população superior a 100 mil habitantes.
Rosevaldo explicou que o modelo funciona por meio da contratação do serviço pelas prefeituras, eliminando a cobrança direta da passagem ao usuário. De acordo com ele, experiências em cidades como Caucaia (CE) e São Caetano do Sul (SP) registraram aumento da atividade econômica após a implantação da medida.
O economista também argumentou que a tarifa zero promove inclusão social ao ampliar o acesso da população de baixa renda ao transporte público e permitir maior circulação de pessoas pela cidade.
Durante a reunião, os participantes discutiram ainda possíveis formas de financiamento do sistema, incluindo a participação do poder público e mecanismos de contribuição vinculados à mobilidade urbana.
Os organizadores informaram que o debate deverá continuar nos próximos meses com a realização de novas plenárias e audiências públicas envolvendo trabalhadores, empresários, representantes políticos e a sociedade civil.
A expectativa é ampliar a discussão sobre a viabilidade da proposta e seus impactos para o futuro da mobilidade urbana em Feira de Santana.
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