Escala 6x1 | Jaques Wagner | Fim da escala 6x1 ganha defesa de Jaques Wagner durante abertura de festival em Feira de Santana
Senador afirmou que redução da jornada representa “uma vitória civilizatória” e defendeu mais tempo para convivência familiar, lazer e qualidade de vida dos trabalhadores.
Durante a abertura oficial do Festival Estadual e Feira da Agricultura Familiar, em Feira de Santana, o senador Jaques Wagner defendeu o fim da escala de trabalho 6x1 e pediu rapidez na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho no Brasil.
Segundo Wagner, a proposta representa um avanço social importante e garante mais qualidade de vida para os trabalhadores. O senador afirmou esperar que o Senado Federal “ouça a voz das ruas” e aprove rapidamente o texto já debatido na Câmara dos Deputados.
“Eu espero que o Senado cumpra o seu papel, ouça a voz das ruas, ouça a decisão da Câmara dos Deputados e aprove com rapidez a PEC que acaba no chamado seis por um”, declarou.
Jaques Wagner destacou que o trabalho é essencial para garantir dignidade, mas argumentou que a rotina exaustiva também precisa ser repensada. Para ele, a redução da jornada permitiria mais tempo para convivência familiar, atividades religiosas, esporte, cultura e lazer.
“O trabalho dignifica, mas não pode escravizar o ser humano”, afirmou.
O senador também rebateu críticas de setores empresariais contrários à proposta. Segundo ele, previsões negativas semelhantes já ocorreram em outros momentos históricos, como na criação do salário mínimo e nas políticas de valorização salarial implantadas nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ninguém vai morrer porque acaba o seis por um. Quanto mais dinheiro e mais tempo na mão da nossa gente mais simples, mais o mercado circula, mais o comércio circula”, disse.
Wagner ainda comparou a realidade de trabalhadores do comércio e da indústria com profissionais que já atuam em jornadas de cinco dias por semana, defendendo que o modelo “cinco por dois” deveria ser ampliado para diferentes categorias.
Durante o discurso, ele classificou a proposta como uma “vitória civilizatória”, expressão também utilizada pelo presidente Lula ao comentar a aprovação da matéria na Câmara dos Deputados.
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