TFD | Saúde pública | Pacientes denunciam dificuldades no TFD e cobram solução da Secretaria de Saúde de Feira de Santana
Usuários do Transporte Fora do Domicílio relatam falta de atendimento, exigência de novos relatórios médicos e dificuldades para realizar tratamentos em Salvador
Pacientes que utilizam o programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira em frente à Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana. O grupo denuncia dificuldades para conseguir transporte até Salvador, além de reclamações sobre atendimento, exigência de relatórios médicos e falta de acompanhamento adequado para pacientes em tratamento contínuo.
Entre os manifestantes estava Hilda Silva de Andrade, que afirmou utilizar o serviço há décadas, tanto como acompanhante quanto como paciente. Segundo ela, a situação se agravou após mudanças nas exigências para autorização das viagens.
“Começaram a cortar acompanhantes e exigir relatório médico feito aqui em Feira de Santana. Meu filho faz tratamento ortopédico em Salvador, já passou por cirurgias e precisa continuar o acompanhamento”, relatou.
Ela afirmou ainda que tentou diálogo com a Secretaria de Saúde, mas disse não ter conseguido atendimento adequado.
Hilda contou que, após ter a viagem negada, precisou recorrer a caronas para conseguir levar o filho ao hospital na capital baiana e obter novos relatórios e exames.
Os pacientes também reclamam do auxílio alimentação pago durante as viagens. Segundo os relatos, o valor atual seria insuficiente para passar o dia em Salvador aguardando consultas e exames.
“Saímos daqui cedo, passamos o dia inteiro fora e muitas vezes só retornamos à noite. O valor não cobre as despesas”, afirmou.
Outra paciente ouvida pela reportagem foi Maria Dilma Rodrigues, que realiza tratamento vascular em Salvador há cerca de três anos devido a um quadro de trombose.
Ela disse que o tratamento não pode ser interrompido e relatou ter passado mal após ser informada de que não viajaria por falta de documentação atualizada.
“Minha pressão subiu, passei mal e precisei ser medicada. O médico de Salvador ligou perguntando por que eu não tinha ido ao atendimento”, contou.
Maria Dilma afirmou ainda que enfrenta problemas emocionais e faz acompanhamento no CAPS há 14 anos. Segundo ela, a situação vivida na secretaria aumentou o sofrimento psicológico.
Os manifestantes cobram mais diálogo, humanização no atendimento e soluções rápidas para evitar prejuízos aos pacientes que dependem do TFD para tratamentos especializados fora do município.
Até o fechamento desta matéria, a Secretaria Municipal de Saúde não havia se pronunciado oficialmente sobre as reclamações apresentadas pelos pacientes.
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