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Fiscalização | Trânsito | Superintendente de Trânsito defende fiscalização mais rígida para reduzir acidentes em Feira

Ricardo Cunha afirma que violência no trânsito exige ações integradas entre órgãos públicos e maior responsabilidade dos condutores

Fiscalização | Trânsito | Superintendente de Trânsito defende fiscalização mais rígida para reduzir acidentes em Feira
📸Onildo Rodrigues

O superintendente municipal de Trânsito de Feira de Santana, Ricardo Cunha, afirmou que o combate à violência no trânsito exige atuação conjunta entre órgãos de fiscalização, Ministério Público e sociedade civil.

Durante coletiva realizada no Hospital Geral Clériston Andrade, o gestor destacou que os primeiros números apresentados apontam uma discreta redução nos acidentes registrados na cidade, resultado das ações integradas desenvolvidas desde o início do ano.

“O principal objetivo é mostrar à população que existe um esforço conjunto das instituições para mudar esse cenário da violência no trânsito”, afirmou.

Ricardo Cunha explicou que o Ministério Público vem acompanhando os planos de ação e cobrando medidas concretas das entidades responsáveis pela fiscalização e pelas políticas públicas de trânsito.

Segundo ele, além do comportamento dos condutores, as condições das vias também influenciam diretamente nos acidentes, especialmente no Anel de Contorno.

“O trecho entre o Portal do Sertão e a Cidade Nova, que ainda não foi duplicado, hoje é considerado um dos pontos mais críticos em número de acidentes”, destacou.

O superintendente lembrou que dados da Polícia Rodoviária Federal apontam redução significativa dos acidentes em trechos já duplicados da BR-324.

“Nos locais onde houve duplicação, a queda nos acidentes chegou a 90%”, disse.

Apesar disso, Ricardo Cunha ressaltou que os motoristas também precisam assumir responsabilidade.

“Mesmo quando a via apresenta problemas, o condutor deve redobrar a atenção e adequar a velocidade às condições da pista”, afirmou.

Durante o encontro, o gestor também comentou sobre o trabalho de fiscalização e responsabilização criminal em casos de acidentes graves.

Ele explicou que ocorrências com vítimas são investigadas pela Polícia Civil e podem resultar em processos por crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro, como embriaguez ao volante, lesão corporal culposa e homicídio culposo.

Ricardo Cunha informou ainda que as ações de fiscalização serão intensificadas nos próximos meses, principalmente durante períodos festivos como Copa do Mundo e São João.

“A população precisa entender que a lei deve ser cumprida. Passamos de uma fase mais educativa para uma etapa mais repressiva, porque os impactos na saúde pública já são muito graves”, declarou.

O superintendente também criticou práticas perigosas envolvendo motocicletas, como eventos de manobras radicais conhecidas como “grau”.

Segundo ele, além dos riscos aos participantes, esse tipo de prática gera impacto direto no sistema público de saúde.

“São acidentes que acabam chegando às unidades hospitalares e aumentando ainda mais os custos da saúde pública”, alertou.

Outro dado apresentado durante a coletiva mostrou que, enquanto Feira de Santana registrou redução aproximada de 8% nos acidentes atendidos pelo HGCA entre 2025 e 2026, cidades vizinhas tiveram aumento nos números.

Para Ricardo Cunha, isso demonstra que o trabalho de fiscalização e conscientização desenvolvido em Feira começa a apresentar resultados positivos.

“Os dados mostram que onde existe fiscalização mais intensa e políticas públicas mais efetivas, os resultados aparecem”, concluiu.

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