Educação | Escola pública | Professores e estudantes cobram nova estrutura para o Colégio Georgina durante visita de Jerônimo à Câmara de Feira
Comunidade escolar aproveitou presença do governador em homenagem à primeira-dama para reforçar pedido por escola de tempo integral e denunciar problemas estruturais
Professores, estudantes e funcionários do Colégio Estadual Georgina Soares Nascimento, localizado na Rua El Salvador, no bairro Tomba, aproveitaram a presença do governador Jerônimo Rodrigues na Câmara Municipal de Feira de Santana para reivindicar melhorias estruturais para a unidade escolar.
O governador esteve no Legislativo feirense para participar da cerimônia de entrega do título de cidadã feirense à primeira-dama Tatiana Velloso.

Estudantes do CEGSN 📸Onildo Rodrigues
Durante o evento, representantes da comunidade escolar entregaram um novo ofício ao governador pedindo agilidade na construção de uma nova sede para a escola. Segundo o professor Claudiano da Hora, o atual prédio alugado já não oferece condições adequadas de funcionamento.

Prof. Claudiano da Hora 📸Onildo Rodrigues
“É um prédio que não dá mais condições de funcionamento de uma escola estadual pelas limitações estruturais”, afirmou.
O professor explicou que, após mobilizações realizadas pela comunidade escolar e repercussão do caso, o problema ganhou visibilidade junto ao Ministério Público e à Secretaria Estadual de Educação. De acordo com ele, uma equipe técnica do Estado já realizou visita à unidade.
Claudiano destacou ainda que a escola atende atualmente cerca de 800 alunos e possui demanda crescente por novas vagas, principalmente devido à expansão populacional da região do Tomba e bairros vizinhos.
A comunidade escolar defende a implantação de uma escola de tempo integral, com laboratórios, auditório, quadra adequada e estrutura para cursos técnicos.
“Uma escola de tempo integral seria uma política pública importante para afastar crianças e adolescentes da vulnerabilidade e da violência”, declarou.
Entre os problemas relatados estão salas sem ventilação adequada, ausência de laboratórios, banheiros deteriorados e dificuldades para realização de atividades esportivas e pedagógicas.

Ana Carolina Santos e Nilma Coelho 📸Onildo Rodrigues
A estudante Ana Carolina Santos afirmou que a precariedade da estrutura prejudica diretamente o aprendizado.
“As salas não têm ventilação e os banheiros estão sem portas e sem vasos”, relatou.
Já a estudante Nilma Coelho disse que o grupo busca uma sede definitiva para garantir mais segurança e qualidade de ensino.
“A gente quer uma escola nossa, que nossos filhos também possam aproveitar”, afirmou.
Segundo os representantes da escola, a reivindicação pela nova unidade já dura mais de 15 anos. A expectativa agora é que o Governo do Estado analise o pedido e avance na implantação da nova estrutura escolar.
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