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Cultura Popular | Repente Nordestino | Dia Nacional do Violeiro reúne repentistas e celebra tradição da cultura nordestina em Feira de Santana

Artistas destacam legado da cantoria, desafios da profissão e importância da valorização da viola e do repente para manter viva a cultura popular brasileira.

Cultura Popular | Repente Nordestino | Dia Nacional do Violeiro reúne repentistas e celebra tradição da cultura nordestina em Feira de Santana
📸Onildo Rodrigues

O Mercado de Arte Popular de Feira de Santana foi palco, neste 18 de maio, de um grande encontro de repentistas e violeiros em comemoração ao Dia Nacional do Violeiro Repentista. O evento reuniu artistas da Bahia e da Paraíba em uma celebração marcada por música, improviso, memória cultural e defesa da valorização da arte popular nordestina.

Ceará Violeiro 📸Onildo Rodrigues 

Durante entrevista, o repentista Ceará Violeiro explicou a importância histórica da data, lembrando que a tradição do repente surgiu ainda no século XIX. Segundo ele, a primeira grande cantoria registrada aconteceu em 1870, na cidade de Teixeira, na Paraíba, com Romano do Teixeira e Inácio da Catingueira, nomes considerados pioneiros da cantoria nordestina.

Ceará Violeiro destacou que a viola representa identidade cultural, resistência e a essência do povo sertanejo. Para ele, o artista precisa ter coragem, apoio da família e amor pela cultura popular para seguir na profissão.

“O repente faz parte da maneira que nós somos. A cultura popular precisa ser valorizada. Mesmo com dificuldades, a gente continua levando a cantoria para bares, feiras e eventos”, afirmou.

O artista também ressaltou que o encontro não teve caráter competitivo, mas sim de confraternização entre os cantadores e aproximação com o público.

Miudinho da Viola 📸Onildo Rodrigues 

Outro nome presente no evento foi Miudinho da Viola, que relembrou a trajetória iniciada ainda na infância. O repentista contou que começou a cantar aos 12 anos, inspirado pelo pai, que também era violeiro. Hoje, aos 64 anos, ele soma mais de cinco décadas de carreira.

Miudinho destacou que já percorreu diversos municípios baianos levando a arte da cantoria, além de possuir CDs, DVDs e programas em rádio e redes sociais voltados à divulgação da cultura nordestina.

“Minha vida foi construída dentro da cantoria. Comecei acompanhando meu pai e nunca mais deixei a viola. É uma história de amor pela cultura”, declarou.

Paraíba da Viola 📸Onildo Rodrigues 

O repentista Paraíba da Viola também participou da celebração e falou sobre a importância de preservar a tradição cultural através da música e do improviso. Segundo ele, a cantoria exige sabedoria, criatividade e raciocínio rápido para responder aos desafios feitos durante os versos improvisados.

Além das apresentações no palco, os artistas defenderam mais incentivo à cultura popular e destacaram o papel das redes sociais na divulgação do repente para novas gerações.

“Onde existe cultura e arte, existe um povo mais consciente e civilizado”, ressaltou Paraíba da Viola.

O Encontro de Violeiros reuniu admiradores da música nordestina e reforçou a importância da preservação das manifestações culturais que fazem parte da identidade do sertão e da história do povo brasileiro.

Paraíba e Miudinho da Viola 📸Onildo Rodrigues 


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