Inadimplência | Comércio de Feira de Santana | Inadimplência cresce e já afeta quatro em cada dez consumidores em Feira de Santana, alerta CDL
Gestor da CDL aponta cartão de crédito, contas de concessionárias e falta de educação financeira como principais causas do aumento das dívidas e da queda no poder de compra da população.
A inadimplência continua avançando no Brasil e já provoca impactos diretos no comércio de Feira de Santana. Segundo informações apresentadas pelo gestor da Câmara de Dirigentes Lojistas, André Pitombo, cerca de quatro em cada dez consumidores adultos estão com o nome negativado nos serviços de proteção ao crédito, número que acompanha a média nacional.
Em entrevista ao programa Jornal TransBrasil, André destacou que a falta de crédito reduz o poder de compra da população e afeta diretamente as vendas no comércio local. Segundo ele, muitos consumidores acabam recorrendo a dinheiro emprestado, cartões de terceiros ou deixam de consumir devido às restrições no nome.
Entre as principais causas do endividamento estão contas de concessionárias, como energia elétrica e água, além das dívidas acumuladas no cartão de crédito. De acordo com o gestor, os juros elevados transformam pequenos débitos em valores praticamente impagáveis para muitas famílias.
Pitombo afirmou ainda que o Brasil já se aproxima da marca de 80 milhões de inadimplentes, representando quase metade da população adulta do país. Em Feira de Santana, o valor médio das dívidas varia entre R$ 800 e R$ 5 mil.
Outro ponto destacado durante a entrevista foi a falta de educação financeira. Segundo André, muitas pessoas confundem limite de cartão de crédito com aumento de renda e acabam comprometendo o orçamento além da capacidade de pagamento.
O gestor também comentou sobre o programa Desenrola Brasil, do governo federal. Para ele, a iniciativa ajuda ao permitir a troca de dívidas mais caras por negociações com juros menores, mas não resolve o problema estrutural da falta de planejamento financeiro.
Além dos impactos econômicos, André Pitombo ressaltou que o endividamento também interfere na saúde emocional das famílias, contribuindo para casos de ansiedade, depressão e até conflitos familiares.