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Saúde pública | Terceirização | Presidente da Câmara defende gestão direta da Saúde em Feira, mas mantém terceirização de funcionários

Segundo Marcos Lima, proposta busca melhorar administração de unidades como UPA e policlínicas diante de reclamações sobre empresas terceirizadas.

Saúde pública | Terceirização | Presidente da Câmara defende gestão direta da Saúde em Feira, mas mantém terceirização de funcionários
📸Luiz Santos

O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima, voltou a discutir a situação da saúde pública no município e defendeu que unidades como policlínicas e UPAs passem a ser administradas diretamente pela Secretaria Municipal de Saúde.

Em entrevista, o vereador esclareceu que a proposta não prevê o fim da terceirização dos profissionais, mas sim uma mudança no modelo de gestão das unidades.

“Não é o fim da terceirização. O que estamos propondo ao governo municipal é que a administração das unidades de saúde seja feita diretamente pela Secretaria de Saúde, enquanto os funcionários continuariam atuando através das empresas terceirizadas”, afirmou.

Segundo Marcos Lima, a mudança poderia garantir maior controle operacional por parte da gestão municipal, especialmente em relação à manutenção de equipamentos, abastecimento de medicamentos e reposição de insumos.

De acordo com o presidente da Câmara, algumas empresas que ainda atuam desde gestões anteriores não estariam atendendo plenamente às necessidades das unidades de saúde.

“Às vezes quebra um equipamento e não há reposição rápida. Falta medicamento, falta insumo, e a população acaba sendo prejudicada. Quando isso acontece, o governo é cobrado com razão”, declarou.

O vereador citou ainda que o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, possui capacidade técnica para conduzir uma possível experiência de gestão direta em algumas unidades específicas, como as UPAs.

Apesar da proposta, Marcos Lima afirmou que, após conversas com o prefeito Zé Ronaldo, o Executivo municipal não demonstra, neste momento, interesse em realizar mudanças no modelo atual.

O parlamentar também comentou sobre a necessidade de fiscalização contínua dos contratos terceirizados. Segundo ele, vereadores têm realizado visitas às comunidades e às unidades de saúde, além de encaminhar ofícios e requerimentos cobrando providências da Prefeitura.

Marcos Lima informou ainda que algumas empresas prestadoras de serviço já vêm sendo substituídas devido a problemas identificados na execução dos contratos. Ele citou o caso da INSV, que, segundo o vereador, passou por mudanças e aplicação de multas.

“Esperamos que realmente essas situações sejam resolvidas e que a população tenha um atendimento melhor”, concluiu.

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