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Feira de Santana | Educação pública | Comunidade se mobiliza contra possível fechamento e cobra nova estrutura para escola estadual em Feira de Santana

Professor denuncia precariedade no Colégio Georgina Soares Nascimento e reforça necessidade urgente de um novo prédio com ensino em tempo integral

Feira de Santana | Educação pública | Comunidade se mobiliza contra possível fechamento e cobra nova estrutura para escola estadual em Feira de Santana
📸Ed Santos

A comunidade escolar do Colégio Estadual Georgina Soares Nascimento, localizado no bairro Tomba, em Feira de Santana, voltou a se mobilizar contra o possível fechamento da unidade e em defesa de melhores condições estruturais. Este não é o primeiro protesto. Alunos, professores e moradores já realizaram outras manifestações ao longo dos últimos meses para garantir a permanência da escola.

Segundo o professor Claudiano da Hora de Cristo, a atual mobilização é um desdobramento de um movimento iniciado em janeiro, quando o Governo do Estado chegou a restringir novas matrículas e sinalizar mudanças que poderiam comprometer o funcionamento da unidade.

“Naquele momento, a comunidade reagiu, se mobilizou e conseguiu reverter parcialmente a situação, com apoio do Ministério Público. Mas os problemas continuam, principalmente na estrutura física da escola”, explicou.

A unidade, que tem cerca de 50 anos de história, funciona em um prédio considerado inadequado para atender a demanda atual. De acordo com o professor, o espaço passou por ampliações ao longo do tempo, mas sem planejamento estrutural adequado.

Entre os principais problemas apontados estão falhas na rede elétrica, que não suporta o uso simultâneo de equipamentos como ventiladores e ar-condicionado; deficiência na rede hidráulica; salas com infiltrações; além da ausência de espaços básicos, como refeitório e sanitários suficientes.

“Hoje temos cerca de 80 profissionais e apenas um banheiro disponível. Os alunos fazem refeições em salas, no pátio ou até debaixo de árvores. Em dias de chuva, há goteiras dentro das salas, o que chega a interromper as aulas”, relatou.

Outro ponto destacado é a falta de estrutura para atividades pedagógicas. Um laboratório de informática está interditado devido a problemas no piso, e aulas de educação física foram suspensas por falta de espaço adequado.

Diante desse cenário, a principal reivindicação da comunidade não é apenas a manutenção da escola, mas a construção de uma nova unidade no padrão de ensino em tempo integral.

“A gente não pede mais reforma. O que precisamos é de um novo prédio, com estrutura adequada para atender uma demanda crescente. Temos cerca de 800 alunos e fila de espera”, afirmou o professor.

A mobilização inclui a realização de um café da manhã com a comunidade, aula pública e coleta de assinaturas para um abaixo-assinado que será encaminhado ao Governo do Estado. Também está prevista uma ida ao Ministério Público para solicitar nova intervenção e vistoria na unidade.

Para Claudiano, além da questão educacional, a escola cumpre um papel social importante na região, considerada uma das mais populosas e com altos índices de vulnerabilidade.

“Uma escola de tempo integral aqui seria fundamental. Mantém os jovens protegidos, dentro de um ambiente educacional, enquanto as famílias trabalham. É uma política pública que faz diferença real”, destacou.

A comunidade agora aguarda um posicionamento do Governo da Bahia sobre o futuro da unidade e a possibilidade de construção de uma nova escola que atenda às necessidades locais.

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