Segurança pública | Crime organizado | Ataques a policiais reacendem debate sobre segurança pública e proteção aos agentes na Bahia
Após cinco policiais baleados em uma semana, secretário Felipe Freitas destaca investimentos em inteligência, equipamentos e apoio às famílias das vítimas
A sequência de ataques contra agentes de segurança na Bahia, que deixou cinco policiais baleados em apenas uma semana — dois deles mortos —, reacendeu o debate sobre o cenário da violência no estado e as condições de trabalho das forças policiais. As vítimas fatais foram o policial militar Samuel Novaes da Silva e o policial civil Adailton Oliveira Rocha, atingidos durante operações em Salvador e na Região Metropolitana.
Em entrevista ao conectadoba.com.br , o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, classificou os ataques como graves e destacou que ações contra policiais representam uma afronta direta ao Estado.
“Quando alguém atenta contra o policial, está atentando contra a própria autoridade pública. Isso gera preocupação e indignação”, afirmou.
Segundo o secretário, o atual cenário reflete um desafio nacional: o avanço do crime organizado e a ousadia de grupos criminosos. Para enfrentar esse contexto, ele defendeu o fortalecimento da investigação e da inteligência policial como estratégias centrais.
Freitas citou operações recentes realizadas em parceria com outros estados e o Ministério Público, incluindo ações para localizar líderes do tráfico que atuam fora da Bahia, mas influenciam crimes no território baiano.
“O foco precisa ser identificar mandantes, desarticular financeiramente essas organizações e não apenas reagir a episódios isolados”, explicou.
Além da repressão qualificada, o secretário destacou investimentos em estrutura e proteção aos agentes, como aquisição de viaturas blindadas, coletes mais modernos, drones com tecnologia térmica e aeronaves para mapeamento de áreas de risco. A ideia, segundo ele, é reduzir a exposição dos policiais durante operações.
Outro ponto ressaltado foi o apoio às famílias dos agentes atingidos. De acordo com Freitas, o governo estadual, em conjunto com departamentos sociais das polícias Militar e Civil, tem acompanhado os casos para garantir assistência e direitos aos profissionais e seus familiares.
Ao abordar a relação entre direitos humanos e segurança pública, o secretário rejeitou qualquer oposição entre as duas áreas. “Segurança pública é um direito humano fundamental. Garantir investigação justa, julgamento correto e punição proporcional faz parte desse princípio”, afirmou.
Freitas também defendeu o fortalecimento de políticas sociais como complemento à segurança, citando iniciativas voltadas à juventude e à educação integral como ferramentas importantes na prevenção da violência.
Como prioridade, ele apontou a ampliação da integração entre forças de segurança e o investimento contínuo em inteligência para combater estruturas financeiras do crime organizado.
Ao final, o secretário deixou uma mensagem de solidariedade aos policiais e suas famílias, além de reforçar a confiança da população no trabalho das instituições.
“Não vamos recuar diante da violência. Nosso compromisso é proteger a vida e construir uma sociedade mais segura e justa”, concluiu.
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