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Carro elétrico | Economia empresarial | Empresário de tecnologia aposta em carros elétricos e reduz custos operacionais em Feira de Santana

Pablo Muricy afirma que economia com combustível e manutenção motivou troca da frota; retorno do investimento pode chegar em até sete anos

Carro elétrico | Economia empresarial | Empresário de tecnologia aposta em carros elétricos e reduz custos operacionais em Feira de Santana
📸Onildo Rodrigues

A busca por redução de custos tem levado empresários a adotarem soluções inovadoras em mobilidade. Em Feira de Santana, o empresário do setor de tecnologia Pablo Muricy decidiu substituir parte da frota de veículos a combustão por carros elétricos — e já colhe resultados positivos.

Empresário, Pablo Muricy 📸Onildo Rodrigues 

Segundo ele, a principal motivação foi financeira. “A intenção inicial foi economia. Quando você coloca na ponta do lápis o custo com combustível, a isenção de IPVA por cinco anos e ainda associa isso ao uso de energia solar, a conta fecha muito bem”, explicou.

Antes da mudança, cada veículo da empresa chegava a consumir cerca de R$ 1.200 mensais em combustível. Com a eletrificação da frota, esse custo praticamente foi eliminado, já que os carros são abastecidos com energia gerada por usinas solares próprias da empresa.

Além da economia com combustível, a redução nos custos de manutenção também chamou atenção. De acordo com Pablo, enquanto a revisão de um carro a combustão pode ultrapassar R$ 2 mil, no veículo elétrico esse valor gira em torno de R$ 400. “A manutenção é muito mais simples, basicamente suspensão e itens básicos”, destacou.

Atualmente, a empresa conta com três veículos elétricos em operação, além de unidades em outras localidades. O carregamento é feito integralmente na sede da empresa, com o uso de energia solar. Parte dos veículos é carregada durante a noite, em modo lento, enquanto há também opção de carregamento rápido em situações emergenciais.

Apesar das vantagens, o empresário aponta desafios, principalmente relacionados à infraestrutura. Para viabilizar a operação, foi necessário investir em estações de carregamento e sistemas de controle de energia. “A estrutura foi o maior desafio. Tivemos que adaptar tudo para evitar sobrecarga na rede elétrica”, afirmou.

Outro ponto de atenção é a autonomia dos veículos, especialmente para viagens mais longas. Por isso, a empresa ainda mantém parte da frota com veículos a combustão para atender demandas fora da cidade ou deslocamentos emergenciais.

Mesmo com essas limitações, a avaliação é positiva. Pablo Muricy estima que o retorno do investimento deve ocorrer entre seis e sete anos, podendo ser antecipado dependendo da intensidade de uso dos veículos. “Em muitos casos, a economia acaba ajudando a pagar o próprio carro”, pontuou.

O empresário também observa que o movimento de eletrificação já começa a ganhar força no setor de tecnologia e telecomunicações. “Outras empresas já estão adotando essa prática. Com o aumento do combustível, quem investiu em carro elétrico hoje tem mais tranquilidade”, disse.

Com planos de expansão, ele já pretende ampliar a frota elétrica nos próximos meses. “Já estou na fila para adquirir novos veículos. A tendência agora é crescer ainda mais nesse modelo”, concluiu.

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