Feira de Santana | Rodoviarios | Rodoviários fazem protesto em Feira de Santana e cobram solução para dívidas trabalhistas após 11 anos
Manifestação saiu do Terminal Central, passou pela Prefeitura e seguiu até o sindicato; trabalhadores denunciam falta de resposta da Justiça e cobram atuação do poder público
Rodoviários de Feira de Santana realizaram, na tarde desta quarta-feira, uma caminhada de protesto cobrando solução para pendências trabalhistas deixadas pelas empresas de transporte coletivo que atuavam na cidade, como a 18 de Setembro e a Princesinha. O ato teve início no Terminal Central, seguiu pela Avenida Getúlio Vargas, com parada em frente à Prefeitura, e terminou no sindicato da categoria.

Rodoviário, Renato Bispo 📸Onildo Rodrigues
De acordo com os manifestantes, cerca de mil famílias ainda aguardam o pagamento de direitos trabalhistas há mais de uma década. Segundo Renato Bispo, que integra o movimento “Voz dos Rodoviários”, a situação se arrasta há quase 11 anos sem qualquer resposta concreta.
“Tem muita gente desempregada, passando necessidade, e ninguém se posiciona. A gente está aqui para chamar atenção do poder público e da Justiça”, afirmou.
Os trabalhadores também criticam a demora nos processos judiciais e a falta de definição sobre quem deve arcar com os pagamentos. Durante o protesto, foi levantada a insatisfação com decisões judiciais e a ausência de retorno efetivo por parte das instituições envolvidas.
Outro ponto destacado pelos rodoviários é que apenas uma pequena parcela dos trabalhadores teria recebido os valores devidos. “Menos de 10% foi contemplado. A maioria segue sem receber nada e sem qualquer explicação”, disse Bispo.
A categoria informou ainda que pretende mudar a estratégia jurídica, deixando de lado ações individuais para adotar uma atuação coletiva, com a contratação de um escritório de advocacia para representar todos os trabalhadores.
Durante a manifestação, os rodoviários também buscaram chamar a atenção da população e do poder público municipal. Apesar de já terem tido reuniões anteriores, segundo os trabalhadores, não houve avanço nas negociações. Eles defendem que a Prefeitura tem responsabilidade no caso, já que era a concedente do serviço de transporte coletivo.

Rodoviário, António José 📸Onildo Rodrigues
Ex-funcionários relataram dificuldades enfrentadas ao longo dos anos. Antônio José, que trabalhou no setor, destacou o impacto social da situação. “São pais e mães de família que acordavam de madrugada para trabalhar e hoje estão sem seus direitos. A empresa saiu e ninguém resolveu”, afirmou.

Rodoviário, José Luiz 📸Onildo Rodrigues
Já José Luiz, que atuou por mais de 20 anos no sistema de transporte coletivo, disse que a esperança de receber os valores ainda existe, mas é cada vez menor. “A gente ainda tem esperança, mas é remota. Ninguém assume a responsabilidade”, declarou.
Os rodoviários não descartam novas mobilizações e reforçam que o objetivo é manter o tema em evidência até que haja uma solução definitiva para o caso.



📸Onildo Rodrigues
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