Semana Santa | Preços | Semana Santa aquece vendas no Centro de Abastecimento e já pressiona preços em Feira de Santana
Procura por peixes e ingredientes do vatapá e caruru cresce, enquanto consumidores buscam alternativas para economizar
A poucos dias da Sexta-feira Santa, o movimento já é intenso no Centro de Abastecimento de Feira de Santana. A tradição de consumir peixe e pratos típicos como vatapá e caruru tem impulsionado as vendas, ao mesmo tempo em que gera preocupação com possíveis aumentos nos preços até o fim da semana.
Comerciante, Joelma Pereira 📸Onildo Rodrigues
Na ala de pescados, a comerciante Joelma Pereira afirma que o movimento começou a melhorar nos últimos dias, após um início mais tímido no começo da Quaresma. Segundo ela, os preços ainda estão estáveis, mas a expectativa é de mudança com a chegada de novos produtos.
“Até agora os preços estão se mantendo, mas a gente sabe que sempre aumenta mais perto da Sexta-feira Santa. Vai depender de como a mercadoria chegar”, explicou.
Entre os peixes mais procurados estão a corvina e a tilápia, vendidas, em média, a R$ 22 o quilo. Já a pescada chega a R$ 60, enquanto o filé de tilápia está na faixa de R$ 50. O camarão também segue com boa saída, com preços que variam de R$ 45 a R$ 100, dependendo do tipo e do rendimento.

Comerciante, Nem Ajaiô 📸Onildo Rodrigues
Além dos pescados, a procura por ingredientes tradicionais também cresceu. Na barraca de Nem Ajaiô, itens essenciais para o preparo de pratos típicos registram aumento na demanda.
“O que aumenta é a procura. Todo mundo quer fazer seu caruru e vatapá. A gente se prepara antes para tentar manter o preço e atender bem”, afirmou.
Produtos como camarão seco, castanha, amendoim, azeite de dendê e leite de coco estão entre os mais vendidos. Os preços variam, por exemplo, entre R$ 50 e R$ 65 para o camarão seco, enquanto o dendê pode ser encontrado a partir de R$ 12 o litro.

Jose do Quiabo e Cia 📸Onildo Rodrigues
Já no setor de hortifrúti, o quiabo — ingrediente fundamental do caruru — também teve reajuste. Segundo o vendedor Josiel Souza, os preços variam conforme a qualidade e a origem.
“O quiabo de melhor qualidade, como o de Santo Estêvão, está em torno de R$ 30. Antes da Semana Santa, dava pra encontrar mais barato, entre R$ 14 e R$ 20”, explicou. Ele também alerta que fatores como o clima podem influenciar ainda mais os preços nos próximos dias.

Consumidor, Eduardo Peroni 📸Onildo Rodrigues
Do lado do consumidor, a estratégia tem sido antecipar as compras para fugir dos aumentos. O eletricista Eduardo Peroni conta que já se preparou com antecedência para manter a tradição sem pesar tanto no bolso.
“Comprei peixe e camarão há quase um mês. Hoje já está bem mais caro. Se deixar pra última hora, você gasta muito mais”, disse.
Mesmo com os preços mais altos, a tradição segue firme. Para muitos, manter os costumes da Semana Santa é prioridade — ainda que seja preciso adaptar o cardápio ou reduzir a quantidade.
A expectativa dos comerciantes é de que o movimento continue crescendo até a Sexta-feira Santa, com possibilidade de novos reajustes, impulsionados pela alta demanda.
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