Saúde Pública | Atrasos Salariais | Atrasos salariais na saúde: o que diz o governo da Bahia sobre a Fundação José Silveira?
Sesab afirma que já notificou a instituição e abriu processo administrativo; medidas para garantir pagamento a profissionais estão em estudo
Os relatos de atrasos no pagamento de profissionais de saúde ligados à Fundação José Silveira voltaram ao debate público durante a mobilização do Dia D de vacinação contra a gripe em Feira de Santana. Diante da situação, o posicionamento do governo do estado levanta uma questão central: quais providências estão sendo tomadas para garantir os direitos desses trabalhadores?
Em entrevista, a secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, afirmou que a fundação atua em duas frentes — tanto na gestão de unidades de saúde quanto na contratação de profissionais — e que já foi formalmente notificada diversas vezes pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).
Segundo a gestora, um processo administrativo foi instaurado para apurar os atrasos. “Os repasses têm sido garantidos pelo Estado. O que a gente exige é que a fundação cumpra com suas obrigações trabalhistas”, declarou.
A secretária destacou ainda que o caso tem sido acompanhado por meio de reuniões e notificações administrativas, e que medidas legais estão em andamento. No entanto, a recorrência das denúncias levanta dúvidas sobre a efetividade dessas ações e o tempo de resposta para resolução do problema.
Como forma de evitar novas ocorrências, o governo estuda mudanças na forma de controle dos contratos. Uma das propostas é a criação de mecanismos que garantam que os recursos destinados aos salários sejam depositados em contas específicas, assegurando o pagamento direto aos profissionais.
“A gente não aceita nenhum tipo de prática que prejudique os trabalhadores. Todas as medidas legais estão sendo adotadas contra a fundação e qualquer empresa que tenha esse tipo de comportamento”, reforçou a secretária.
O tema expõe um desafio recorrente na gestão da saúde pública: como assegurar que recursos repassados a entidades contratadas sejam, de fato, convertidos em serviços e no pagamento regular dos profissionais?
Enquanto isso, trabalhadores seguem aguardando uma solução definitiva, e o caso permanece sob análise administrativa e, possivelmente, judicial.
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