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Educação | Piso Salarial | Professores avançam em negociação, mas mantêm pressão por valorização em Feira de Santana

Assembleia da APLB Sindicato aponta proposta de reajuste e cobra solução para defasagem salarial histórica

Educação | Piso Salarial | Professores avançam em negociação, mas mantêm pressão por valorização em Feira de Santana
📸Ascom

Após assembleia realizada nesta terça -feira (24), professores da rede municipal de Feira de Santana avaliaram como positivo o avanço nas negociações com a Prefeitura, mas reforçaram a cobrança por valorização salarial da categoria.

De acordo com a presidente da APLB Sindicato em Feira, Marlede Oliveira, o governo municipal apresentou uma proposta após audiência realizada na tarde de segunda-feira (23), depois de meses sem diálogo formal.

Assembleia APLB 📸Ascom 

Segundo ela, o município se comprometeu a encaminhar um documento oficial garantindo o cumprimento do piso salarial para professores em início de carreira e reajuste de 5,4%, com pagamento retroativo a janeiro. A previsão é que o reajuste seja aplicado ainda na folha de abril.

Apesar do avanço, a presidente destacou que o acordo ainda não resolve o principal problema da categoria: a defasagem na tabela salarial. “Feira de Santana ainda paga um dos piores salários da região. Um professor com mestrado ou doutorado pode perder até 90% do rendimento em relação ao que está previsto em lei”, afirmou.

O governo também sinalizou a continuidade das negociações, com a realização de novos estudos para avaliar a possibilidade de cumprir integralmente a tabela salarial. Esse levantamento deve ser concluído até o dia 15 de abril e contará com a participação do Dieese, responsável por apontar as perdas acumuladas dos professores.

Ainda segundo a dirigente sindical, o impasse está ligado ao limite de aplicação dos recursos do Fundeb, já que o município alega só poder utilizar até 80% do fundo para pagamento de pessoal.

A categoria, por sua vez, decidiu manter a mobilização e aguarda uma resposta concreta da gestão municipal. “Nós estamos cumprindo a nossa parte. Agora é preciso que o governo apresente uma solução definitiva”, concluiu.


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