Violência no trânsito | Conscientização | Fórum em Feira de Santana reforça união de instituições para reduzir violência no trânsito
Autoridades, especialistas e vítimas defendem conscientização da população e intensificação de ações educativas e de fiscalização para diminuir acidentes
A cidade de Feira de Santana sediou o II Fórum de Vítimas de Violência no Trânsito, reunindo representantes de diversas instituições com um objetivo em comum: reduzir os acidentes e salvar vidas.
A iniciativa, liderada pela Câmara da Mulher Empreendedora, tem apostado na integração entre órgãos públicos, forças de segurança e sociedade civil. Segundo a representante Leidiene Queiroz, o trabalho já começou a gerar resultados, com ações práticas como blitz educativas, palestras e campanhas de conscientização.
Apesar dos avanços, ela destaca que o principal desafio ainda é o engajamento da população. “Não adianta criar ações se as pessoas não mudarem o comportamento. A gente quer zerar o número de acidentados, mas isso depende da consciência de cada um”, afirmou. Durante o evento, também foi lançada uma campanha que será veiculada em TV, rádio, outdoor e redes sociais.
No campo da saúde, a diretora do Hospital Geral Clériston Andrade, Cristiana França, explicou que a unidade atende principalmente vítimas em estado grave, os chamados politraumatizados. Ela ressaltou investimentos em tecnologia, equipamentos e formação de profissionais, com residências médicas em áreas como ortopedia, neurocirurgia e bucomaxilofacial.
De acordo com a diretora, já é possível observar uma leve redução no número de pacientes vítimas de acidentes de trânsito. “Ainda é discreta, mas mostra que estamos no caminho certo. A conscientização começa a dar resultado”, pontuou.
Já o superintendente de trânsito, Ricardo da Cunha, afirmou que Feira de Santana tem registrado uma queda nos índices de sinistros, indo na contramão do cenário nacional. “Se mantivermos esse ritmo, podemos fechar o ano com recorde de redução”, destacou, reforçando a importância de ações com efetividade e transparência.
O fórum também deu voz às vítimas. A técnica de laboratório Délia Souza relatou as consequências de um acidente grave que sofreu após ser atropelada. Ela destacou as mudanças radicais na rotina e fez um apelo por mais responsabilidade no trânsito. “Não são só veículos, são vidas. Todos precisam voltar para casa com segurança”, disse.
Representando a Polícia Militar, o coronel Lopes enfatizou o impacto dos acidentes no sistema público, tanto na saúde quanto na segurança. Segundo ele, além da educação no trânsito, a intensificação da fiscalização é essencial. “As blitz são fundamentais para retirar das ruas condutores não qualificados e evitar novas tragédias”, afirmou.
O II Fórum reforça que a redução da violência no trânsito passa por um esforço coletivo, envolvendo poder público e sociedade. A expectativa é que, com a continuidade das ações e maior conscientização, os números de acidentes sigam em queda na cidade.
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