Março Azul | Câncer Colorretal | Março Azul alerta para aumento do câncer colorretal entre jovens
Campanha reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce; especialistas destacam mudança no perfil da doença
O mês de março é marcado pela campanha Março Azul, um movimento de conscientização em nível mundial sobre o câncer colorretal — um dos tipos mais comuns no Brasil. Tradicionalmente associado a pessoas acima dos 50 anos, a doença tem apresentado crescimento preocupante entre adultos mais jovens, o que acende um alerta entre médicos e autoridades de saúde.

Dr Danilo Rebouças 📸Onildo Rodrigues
De acordo com o médico especialista Dr. Danilo Rebouças, a campanha tem como principal objetivo informar a população sobre prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce. “A ideia é aumentar a eficácia do tratamento e, principalmente, evitar que novos casos surjam”, explica.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra mais de 45 mil novos casos da doença por ano. Ainda assim, especialistas apontam que esse número pode ser maior, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde há subnotificação devido à dificuldade de acesso ao diagnóstico.
Um dos principais sinais de alerta é o sangramento nas fezes. “Sangue nas fezes nunca é normal e precisa ser investigado. Não significa necessariamente câncer, mas é um sintoma que exige atenção médica”, destaca o especialista. Outros sinais incluem dores abdominais, alteração no hábito intestinal, perda de peso sem causa aparente e anemia.
O aumento de casos entre jovens está diretamente ligado ao estilo de vida. Alimentação rica em ultraprocessados, consumo frequente de carnes embutidas, sedentarismo e obesidade estão entre os principais fatores de risco. Por outro lado, hábitos saudáveis, como prática regular de atividade física e alimentação equilibrada, podem reduzir significativamente as chances de desenvolver a doença.
A colonoscopia é considerada o principal exame para prevenção e diagnóstico. Além de identificar o câncer em estágio inicial, o procedimento também permite a retirada de pólipos — pequenas lesões que podem evoluir para tumores ao longo dos anos. A recomendação atual é que o exame seja feito a partir dos 45 anos, ou antes, em casos de histórico familiar.
Apesar da importância, o acesso à colonoscopia ainda é um desafio no Sistema Único de Saúde (SUS), devido ao custo elevado e à demanda crescente.
Especialistas reforçam que a informação é uma das principais aliadas no combate à doença. “A prevenção salva vidas. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura”, conclui o médico.
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