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Fibromialgia | Dor pélvica | Fibromialgia pode causar dor pélvica e sintomas urinários, alerta urologista

Especialista explica que a síndrome, conhecida pela dor muscular generalizada, também pode provocar desconforto na bexiga, urgência para urinar e impacto na saúde mental dos pacientes.

Fibromialgia | Dor pélvica | Fibromialgia pode causar dor pélvica e sintomas urinários, alerta urologista
📸Onildo Rodrigues

A Fibromialgia, conhecida principalmente pelas dores musculares generalizadas, também pode provocar sintomas urinários e dor pélvica crônica. O alerta é do cirurgião urologista Eduardo Cerqueira, que destacou a relação entre a síndrome e alterações no trato urinário.

Segundo o especialista, muitos pacientes atendidos com dor pélvica crônica também apresentam diagnóstico de fibromialgia. Em alguns casos, inclusive, a doença pode começar justamente com esse tipo de dor.

“A fibromialgia é uma doença de dor crônica em vários pontos do corpo. Muitos pacientes que têm dor pélvica crônica também apresentam fibromialgia, e às vezes o quadro começa com essa dor na região pélvica”, explicou.

De acordo com o médico, apesar da relação entre os dois problemas, a dor pélvica associada à fibromialgia tem características próprias, muitas vezes ligadas ao funcionamento da bexiga.

Entre os sintomas mais comuns relatados no consultório estão dor quando a bexiga está cheia, urgência para urinar e necessidade frequente de ir ao banheiro para aliviar o desconforto.

“Muitos pacientes relatam que não conseguem esperar muito tempo para urinar, porque quando a bexiga começa a encher o desconforto aumenta bastante”, afirmou.

O especialista explica que esses sintomas podem estar associados a condições como a Cistite intersticial, uma inflamação crônica da bexiga que causa dor e irritação no trato urinário.

Outro desafio, segundo o médico, é que os sintomas costumam ser parecidos com os de uma infecção urinária. No entanto, quando os exames não apontam presença de bactéria ou inflamação típica da infecção, é preciso investigar outras causas.

“Muitas vezes o paciente apresenta ardência, dor e urgência para urinar, mas os exames estão normais. Nesses casos, é importante investigar a possibilidade de dor pélvica crônica associada à fibromialgia”, destacou.

Além dos sintomas físicos, a doença também pode afetar a saúde mental. O médico afirma que pessoas com fibromialgia costumam enfrentar dor diária, o que pode contribuir para quadros de ansiedade, irritabilidade e depressão.

Por isso, o tratamento geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar. Entre as estratégias utilizadas estão medicamentos para controle da dor, fisioterapia do assoalho pélvico, acompanhamento psicológico e, em alguns casos, procedimentos como aplicação de toxina botulínica na bexiga para reduzir a hiperatividade do órgão.

Segundo o especialista, embora o tratamento possa ser complexo, existem recursos capazes de melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

A orientação para quem sente dor pélvica persistente ou alterações urinárias sem diagnóstico definido é procurar atendimento especializado.

“Dor pélvica crônica pode ser muito limitante. O ideal é buscar ajuda de um especialista. O urologista pode investigar os sintomas urinários e, no caso da fibromialgia, o acompanhamento com o reumatologista também é fundamental”, concluiu.


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