Regulação | Alta complexidade | Demanda maior que a oferta provoca fila por ressonância e tomografia no SUS em Feira de Santana
Secretaria Municipal de Saúde admite demora em exames de alta complexidade e anuncia credenciamento aberto e implantação de dois equipamentos próprios
Pacientes que precisam de exames como ressonância magnética e tomografia pelo SUS em Feira de Santana enfrentam demora no agendamento, principalmente nos casos que não são classificados como urgentes. A situação foi explicada pela Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana, que reconhece que hoje a demanda é maior do que a oferta disponível no município.
Segundo a pasta, ressonância e tomografia são exames de alta complexidade e alto custo, realizados apenas em locais específicos. Atualmente, Feira conta com uma clínica privada credenciada e com o atendimento da Policlínica Regional, que também atende outros municípios. Mesmo assim, o número de solicitações supera a capacidade de realização dos exames.
A Secretaria informou que mantém aberto um edital de credenciamento para clínicas privadas interessadas em prestar o serviço ao SUS, inclusive com possibilidade de atendimentos em horários alternativos, como noites e fins de semana. No entanto, até o momento, não houve adesão de novas empresas. O principal motivo, segundo a gestão, é a opção das clínicas por atender convênios privados, que oferecem maior remuneração.
Diante da baixa adesão da iniciativa privada, o município afirma que não ficou parado. Está em andamento o planejamento para implantar dois equipamentos de ressonância magnética na rede própria: um na futura Policlínica Municipal, em parceria com o Ministério da Saúde, e outro no Hospital Municipal. Os projetos já estão em fase de ajustes técnicos e elaboração de edital.
A Secretaria esclarece ainda que a fila existe e o tempo de espera varia conforme a gravidade do caso. Exames considerados urgentes, como os relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer, têm prioridade na regulação e podem ser realizados em poucos dias. Já os casos eletivos podem aguardar meses, justamente pela limitação de vagas.
Outro ponto destacado foi a necessidade de qualificação das solicitações. A pasta reforça que a indicação de exames deve seguir critérios médicos, evitando pedidos desnecessários, o que ajuda a reduzir filas e priorizar quem realmente precisa.
A gestão municipal afirma que o problema não é exclusivo de Feira de Santana, mas comum em cidades de médio e grande porte em todo o país. Ainda assim, garante que o enfrentamento está em curso, com ações imediatas de credenciamento e soluções estruturantes para reduzir a dependência do setor privado.
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