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Esporte | Flu de Feira | Fluminense de Feira aposta alto em 2026, ajusta parceria e mira acesso com força total

Em entrevista, o diretor da SAF, Filemon Neto, detalha o planejamento do Touro do Sertão, explica os bastidores da parceria, reforça a prioridade na base e atualiza a concessão do Joia da Princesa

Esporte | Flu de Feira | Fluminense de Feira aposta alto em 2026, ajusta parceria e mira acesso com força total
📸Onildo Rodrigues

O ano de 2026 já começou intenso para o Fluminense de Feira. O clube entra na temporada com um objetivo claro e inegociável: voltar à elite do futebol baiano. Em entrevista, o diretor da SAF, Filemon Neto, abriu o jogo sobre planejamento, parceria, divisão de base e a tão aguardada concessão do Estádio Joia da Princesa.

Segundo Filemon, a parceria firmada no início do projeto teve como principal meta ampliar o calendário e elevar o nível competitivo do elenco. A participação na Série A do Campeonato Baiano serviu como uma espécie de pré-temporada de luxo para o time que vai disputar a Série B. Mesmo com um tropeço recente, a avaliação é positiva. O grupo se manteve competitivo, brigando na parte de cima da tabela, exatamente dentro do que foi planejado.

A ideia, desde o início, foi clara: montar um elenco forte, experiente e com ritmo de jogo para chegar como favorito na Série B. O discurso é direto e sem rodeios. O Fluminense entra com a obrigação de subir. O clube investiu, bancou custos elevados e assumiu esse risco para evitar mais uma temporada de sofrimento para o torcedor.

Bastidores da parceria e ajuste financeiro

Nos últimos dias, áudios sobre os bastidores da parceria circularam nas redes sociais, levantando dúvidas sobre o cumprimento do acordo. Filemon confirmou que, inicialmente, a outra parte não conseguiu arcar com os 50% combinados. Com isso, o Fluminense acabou assumindo sozinho os custos para manter salários em dia e o funcionamento do futebol profissional.

Para evitar qualquer impacto esportivo, a SAF renegociou os termos. O clube passou a arcar com todas as despesas até o fim da competição e, em contrapartida, ficou com todas as receitas geradas, incluindo patrocínios, verbas de televisão e uma possível vaga na Copa do Brasil. Um termo de confissão de dívida foi firmado, e a diretoria prepara um resumo público do acordo, respeitando cláusulas jurídicas de confidencialidade. 

Filemon foi enfático ao afirmar que esse ajuste não compromete em nada o planejamento para a Série B. Pelo contrário, trouxe equilíbrio financeiro e segurança para seguir com o projeto.

Base como pilar do projeto SAF

Se no profissional o objetivo é acesso, na base o discurso é ainda mais estratégico. A divisão de base é tratada como o verdadeiro carro-chefe do Fluminense. A meta para 2026 é ousada: formar e encaminhar 15 atletas para clubes do Brasil e do exterior.

O clube vem investindo pesado em estrutura, tecnologia e qualificação profissional. Scouts de várias regiões já visitam Feira de Santana para observar os atletas formados no CT. A filosofia implantada é chamada internamente de “futebol adaptativo”, focada em formar jogadores capazes de se ajustar às diferentes exigências do jogo moderno.

Além da formação, a base também busca competitividade. O sub-20 estreia no Campeonato Baiano nos próximos meses, e a vaga na Copa São Paulo de 2027 é tratada como prioridade absoluta após a frustração da temporada anterior.

Joia da Princesa e o sonho da casa própria

Outro ponto central da entrevista foi a concessão do Estádio Joia da Princesa. A empresa ligada à SAF venceu o processo e agora aguarda a análise final da documentação e de um recurso apresentado. A expectativa é grande, tanto da diretoria quanto da torcida.

A ideia é transformar o Joia em uma arena moderna, com gramado de qualidade, iluminação adequada, banheiros, estacionamento, áreas de convivência e segurança. Mais do que uma casa para o Fluminense, o estádio seria um polo esportivo para Feira de Santana, atendendo outras equipes e categorias da cidade.

Para Filemon, ter um estádio próprio é um divisor de águas. Impacta no desempenho esportivo, na experiência do torcedor e na sustentabilidade financeira do clube.

Ao final, o recado é claro: o Fluminense de Feira está em construção, com metas definidas, riscos assumidos e um projeto que pensa no acesso imediato, mas também no futuro. O Touro do Sertão quer voltar ao protagonismo e, desta vez, com bases sólidas dentro e fora de campo.


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