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Educação publica | Mobilização Comunitária | Comunidade se mobiliza contra possível fechamento do Colégio Estadual Georgina Soares Nascimento

Pais, professores e alunos denunciam falta de transparência da Secretaria de Educação e alertam para impactos sociais, educacionais e legais da medida

Educação publica | Mobilização Comunitária | Comunidade se mobiliza contra possível fechamento do Colégio Estadual Georgina Soares Nascimento
📸Vicente Santos

Moradores, educadores, estudantes e comunidades vizinhas se mobilizam contra o possível fechamento do Colégio Estadual Georgina Soares Nascimento, escola com quase 60 anos de história e considerada referência educacional na região. A preocupação surgiu após a informação de que a Secretaria Estadual da Educação da Bahia teria bloqueado novas matrículas e impedido a renovação de turmas já existentes, sem publicação de ato oficial.

Segundo Ivo Ferreira, diretor financeiro do Centro Comunitário Luz e Labor e um dos responsáveis pelo movimento, a comunidade foi informada há cerca de três meses sobre o possível encerramento das atividades da unidade. Desde então, entidades comunitárias, igrejas, professores e famílias passaram a se organizar para impedir o fechamento.

“É um absurdo. Meus filhos estudaram aqui. Muitos pais da comunidade foram formados nesse colégio. Não podemos aceitar que nossos alunos sejam jogados para escolas distantes”, afirmou.

O movimento denuncia que estudantes seriam transferidos para bairros mais afastados, como Aviário e outras localidades, o que aumentaria custos com transporte, comprometeria a segurança e poderia levar à evasão escolar, especialmente entre trabalhadores e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O professor Claudiano da Hora de Cristo relata que os docentes foram surpreendidos durante o período de férias com a notícia do bloqueio de matrículas, inclusive do curso técnico em Administração (Proeja), que atende jovens e adultos trabalhadores.

“Mais da metade dos cerca de 30 professores pode ficar excedente. Alunos trabalhadores estão sendo orientados a procurar outras escolas, o que inviabiliza a continuidade dos estudos”, explicou.

De acordo com o professor, não houve comunicação formal da Secretaria de Educação, apenas informes extraoficiais, o que fere os princípios da transparência administrativa.

Para o aluno Vítor Lucas, que estuda há quatro anos no colégio e cursa Administração, a escola representa oportunidade, segurança e dignidade.

“O Georgina é perto de casa, garante nossa segurança e permite conciliar estudo e trabalho. Se fechar, muitos vão desistir. A gente luta por um futuro melhor”, destacou.

Um protesto pacífico está previsto para o dia 19, em frente à escola. O movimento afirma que a manifestação será organizada, sem bloqueio total de vias, com o objetivo de cobrar diálogo e uma solução definitiva das autoridades estaduais.

Especialistas e lideranças locais alertam que o fechamento da unidade pode ferir a legislação educacional brasileira, que garante o direito à educação pública próxima da residência e o dever do Estado de assegurar acesso e permanência na escola.


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