Transporte alternativo | Tarifa de ônibus | Transporte alternativo segue no vermelho mesmo após reajuste da tarifa, diz representante
Raimundo Ferreira defende uso de maquininha de cartão e cobra subsídio para garantir sobrevivência do sistema
O representante do Transporte Alternativo, Raimundo Ferreira, afirmou que o reajuste da tarifa do transporte público para R$ 5,40 não resolve a crise financeira enfrentada pelo setor e destacou que os permissionários continuam operando abaixo do custo real do serviço.

ASCOTRAFS Raimundo Ferreira 📸Onildo Rodrigues
Segundo Raimundo, a tarifa técnica média do sistema é de R$ 11,46, enquanto o transporte alternativo cobra menos da metade desse valor, sem qualquer tipo de subsídio municipal.
“A gente continua rodando no vermelho. A folha não fecha e, sem apoio, a tendência é o sistema não se sustentar”, afirmou.
Diferente do transporte coletivo urbano, o alternativo não recebe subsídio da Prefeitura, por não contar ainda com bilhetagem eletrônica, o que dificulta o acesso a políticas de compensação financeira.
Durante a reunião do Conselho Municipal de Transportes, Raimundo informou que solicitou ao secretário interino de Mobilidade Urbana autorização para o uso de maquininha de cartão de crédito nas vans. Segundo ele, a proposta foi aceita.
“Isso vai facilitar a vida dos estudantes e das comunidades. Hoje já existe Pix, e a maquininha é mais uma tecnologia que ajuda o usuário”, explicou.
O representante avaliou a medida como um avanço importante, principalmente para passageiros que não utilizam dinheiro em espécie. A expectativa, segundo ele, é que o setor avance para a legalidade plena, com implantação da bilhetagem eletrônica e acesso a subsídio, garantindo sustentabilidade financeira.
Raimundo também destacou o papel da associação do transporte alternativo na busca por soluções.
“Nosso papel é correr atrás de recursos e alternativas para garantir a sobrevivência do sistema, que hoje está totalmente defasado financeiramente”, disse, demonstrando confiança em uma recuperação futura.
Apesar do reajuste aprovado, o representante reforçou que o aumento é insuficiente para equilibrar as contas do transporte alternativo e defendeu mudanças estruturais para evitar o colapso do serviço.
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