Segurança pública | Crimes violentos | Região Leste fecha 2025 com queda superior a 30% nos crimes violentos e reforça ações integradas em 2026
Diretor regional da Polícia Civil, Ives Correia, destaca integração entre forças de segurança, uso de tecnologia e políticas sociais como fatores decisivos para a redução dos CVLIs
A Região Leste da Bahia encerrou o ano de 2025 com uma redução superior a 30% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). O balanço foi apresentado pelo diretor regional leste da Polícia Civil, Yves Correia, que classificou o resultado como “muito positivo” e fruto de um trabalho integrado entre diferentes forças de segurança e o sistema de Justiça.
Segundo o delegado, a queda expressiva nos índices é resultado da atuação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, além do Ministério Público e do Poder Judiciário. “Essa integração faz a diferença e representa vidas que deixaram de ser perdidas”, destacou.
Apesar do avanço, Yves Correia ressaltou que os números ainda são desafiadores e exigem continuidade das ações. Ele explicou que o enfrentamento à criminalidade ocorre em diferentes frentes: operações policiais, investigações, cumprimento de mandados judiciais e também políticas de médio e longo prazo, com foco social e educacional. “Segurança pública não é só polícia. É educação, é cuidado com crianças e adolescentes para evitar que sejam cooptados pelo crime”, afirmou.
O diretor também apontou o tráfico de drogas como um dos principais fatores associados aos crimes contra a vida e contra o patrimônio. De acordo com ele, muitos delitos cometidos por jovens estão ligados ao vício e à necessidade de quitar dívidas com traficantes. Por isso, o combate ao tráfico e a ocupação permanente dos territórios pelo Estado são considerados estratégicos.
Sobre a possível aprovação da chamada lei antifacções, Yves Correia avaliou que toda legislação que endureça o enfrentamento ao crime organizado é bem-vinda, desde que tenha aplicação prática. Ele ponderou, no entanto, que o criminoso nem sempre age pensando na punição, citando o exemplo do feminicídio, cuja pena já foi ampliada e ainda apresenta índices elevados.
Outro ponto destacado foi o investimento em tecnologia. A Polícia Civil da região recebeu recentemente drones termais e tem capacitado operadores para tornar as ações mais precisas e eficientes. “A tecnologia tem papel fundamental para avançarmos ainda mais e fortalecer a segurança em Feira de Santana e região”, concluiu.
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