Cartão Via Feira | Reconhecimento facial | Estudante denuncia bloqueio injusto de cartão Via Feira e relata prejuízos no tratamento do filho
Moradora do distrito da Matinha, Joana Batista afirma que teve o cartão bloqueado por suposto erro no reconhecimento facial e diz que outras pessoas, inclusive idosos, enfrentam o mesmo problema em Feira de Santana.
A estudante Joana Batista Almeida de Jesus de Matos, moradora do distrito da Matinha, em Feira de Santana, denunciou nesta semana o bloqueio considerado injusto do seu cartão Via Feira, utilizado para transporte público. Segundo ela, a situação tem causado sérios prejuízos à sua rotina e, principalmente, ao tratamento de saúde do seu filho, que realiza terapias regularmente.

Estudante Joana Batista 📸Onildo Rodrigues
De acordo com Joana, o cartão foi usado normalmente no dia 23, mas ao tentar utilizá-lo novamente no dia 29, o sistema indicou bloqueio. Ao procurar atendimento na Central do Via Feira, foi informada de que o bloqueio teria ocorrido por suposto empréstimo do cartão a outra pessoa, com base em reconhecimento facial — acusação que ela nega.
“Eu estava no ônibus, usei meu cartão e não dei a ninguém. Disseram que havia uma foto de um homem, que não conheço, e insinuaram até que poderia ser alguém da minha família”, relatou.
Joana afirma que tentou resolver o problema administrativamente, mas encontrou dificuldades. Segundo ela, foi exigido um comprovante de matrícula atualizado do Programa Universidade para Todos (UPT), o que se tornou inviável devido ao recesso acadêmico. A estudante explica que o programa só reabre inscrições entre março e abril.
Diante da situação, Joana procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, com o objetivo de comprovar sua inocência. Ela destaca que depende do cartão para levar o filho, diagnosticado com TDAH, às terapias semanais e consultas médicas.
“Sem o cartão, as passagens ficam muito caras. Só meu esposo trabalha e não temos como arcar com tudo. O prejuízo não é só meu, é do meu filho”, afirmou.
Durante o atendimento no terminal, Joana diz ter encontrado outras pessoas na mesma situação, incluindo idosos e usuários de gratuidade, o que levanta questionamentos sobre possíveis falhas no sistema de reconhecimento facial adotado pela concessionária.
O caso chama atenção para a necessidade de transparência, direito de defesa e acesso a provas antes de penalizações que afetam serviços essenciais, especialmente quando envolvem estudantes, pessoas em situação de vulnerabilidade e crianças em tratamento de saúde.
Comentários (0)