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Supermercados em Feira de Santana | Paralisação dos comerciários | Trabalhadores de rede de supermercados realizam paralisação parcial em Feira de Santana

Movimento é liderado pelo Sindicato dos Comerciários e cobra reajuste salarial, manutenção de direitos e melhores condições de trabalho

Supermercados em Feira de Santana | Paralisação dos comerciários | Trabalhadores de rede de supermercados realizam paralisação parcial em Feira de Santana
📸Onildo Rodrigues

Trabalhadores de uma grande rede de supermercados realizaram uma paralisação parcial na manhã desta segunda-feira (data), na Avenida José Falcão, em Feira de Santana. A mobilização foi acompanhada pelo Sindicato dos Comerciários do município e teve como objetivo pressionar as empresas durante as negociações da campanha salarial da categoria.

Presidente do Sicofs Antonio Cedraz 📸Onildo Rodrigues 

Segundo o presidente do sindicato, Antônio Cedraz, a paralisação ocorreu após cinco rodadas de negociação sem avanços significativos. De acordo com ele, a proposta apresentada pelo setor patronal prevê reajuste de apenas 5%, percentual considerado insuficiente pelo sindicato.

“Enquanto o comércio já negocia em torno de 6%, os supermercados querem manter 5%. Nós estamos reivindicando, no mínimo, 8%, além da preservação de direitos já conquistados. Não podemos aceitar retrocessos”, afirmou.

O dirigente sindical também denunciou problemas relacionados à jornada de trabalho, funcionamento aos domingos e feriados, além do uso do banco de horas. Segundo Cedraz, os trabalhadores relatam dificuldade de acesso aos registros e ausência de pagamento de horas extras.

Vice-presidente  SICOFS Delcio Mendes 📸 Onildo Rodrigues 

O vice-presidente do sindicato, Délcio Mendes, reforçou que o movimento busca garantir respeito à condição física e à dignidade dos comerciários.

“As empresas querem ampliar jornadas, reduzir direitos e manter trabalhadores em condições desgastantes. Nossa luta é para que o trabalhador tenha salário digno, jornada justa e possa se aposentar com saúde”, destacou.

Ainda de acordo com o sindicato, a mobilização não se restringe a uma única unidade. Outras redes de supermercados devem ser visitadas ao longo da semana, até a próxima rodada de negociações, marcada para o dia 8.

Funcionário de uma empresa Ideilson Souza Filho 📸Onildo Rodrigues 

Funcionários que participaram do ato relataram pressão para trabalhar além do horário legal, inclusive aos domingos e feriados. Um dos trabalhadores, que preferiu se identificar como Ideilson de Souza Filho, afirmou que muitos têm medo de reclamar por receio de perder o emprego.

“Às vezes somos forçados a passar do horário. Trabalhar domingo e feriado virou regra. Isso não é justo”, disse.

Cliente Márcia da Luz Lima 📸Onildo Rodrigues 

Clientes que foram ao local também demonstraram apoio ao movimento. A comerciante Márcia da Luz Lima afirmou que, apesar dos transtornos, a paralisação é legítima.

“Eles trabalham muito e precisam ser reconhecidos. Muitos são pais de família. Acho o movimento válido”, comentou.

O sindicato informou que a paralisação ocorreu de forma pacífica, com acompanhamento da Polícia Militar, e que as lojas permaneceram abertas, mas com funcionamento reduzido.

📸Onildo Rodrigues 

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