Ditadura militar | Direitos humanos | Estudante de Direito de Feira de Santana leva pesquisa sobre a ditadura brasileira a Genebra

Aos 19 anos, Sophia Cotrim foi a única representante da Bahia entre 20 pesquisas selecionadas no país e destaca a importância da memória histórica para a democracia

Ditadura militar | Direitos humanos | Estudante de Direito de Feira de Santana leva pesquisa sobre a ditadura brasileira a Genebra
📷Onildo Rodrigues

A pesquisa sobre a memória da ditadura militar brasileira levou a estudante feirense de Direito Sophia Cotrim, de 19 anos, a Genebra, na Suíça. Ela foi a única representante da Bahia entre as 20 pesquisas selecionadas em todo o Brasil para participar da iniciativa internacional.

Em entrevista ao Jornal TransBrasil, no quadro Conversa Franca, Sophia falou sobre a experiência, a importância de preservar a memória das vítimas da ditadura e o papel da juventude na defesa dos direitos humanos e da democracia.

A estudante destacou que conhecer as histórias de quem sofreu perseguição durante o regime militar é fundamental para compreender as consequências daquele período e evitar que violações semelhantes voltem a acontecer.

Entre os relatos que marcaram sua reflexão está o de uma mulher que perdeu o marido durante a ditadura, vítima de desaparecimento. A história evidencia como a repressão atingiu famílias inteiras, deixando marcas que atravessaram gerações.

Para Sophia, preservar essas memórias permite compreender melhor a formação da sociedade brasileira e os desafios enfrentados pela democracia.

Juventude e educação na defesa da democracia

Durante a entrevista, a estudante também ressaltou a importância da educação, dos professores e das instituições de ensino na formação de cidadãos conscientes.

Ela defendeu que os jovens tenham acesso ao conhecimento histórico e desenvolvam a capacidade de analisar criticamente as informações que circulam nas redes sociais.

Segundo Sophia, a internet pode contribuir para ampliar o acesso à informação, mas é necessário valorizar o ensino, os educadores e a pesquisa para compreender os acontecimentos históricos com responsabilidade.

A estudante também relacionou a memória da ditadura à Constituição brasileira, destacando a importância de conhecer o passado para compreender os direitos e as garantias que sustentam a democracia atual.

Experiência internacional amplia perspectivas

A participação em Genebra representa uma oportunidade de apresentar a pesquisa brasileira a pessoas de outros países e conhecer diferentes perspectivas sobre a história nacional.

Sophia relatou surpresa e emoção ao descobrir que havia sido selecionada e destacou o significado de representar a Bahia em uma iniciativa que reuniu 20 pesquisas de diferentes partes do Brasil.

A experiência também reforçou a importância da pesquisa acadêmica e do intercâmbio de conhecimentos para ampliar o debate sobre memória, direitos humanos e democracia.

Ao final da entrevista, a estudante agradeceu aos familiares, professores e amigos que contribuíram para sua trajetória e deixou uma mensagem aos jovens: acreditar na própria capacidade, aproveitar as oportunidades de formação e reconhecer que a participação da juventude pode contribuir para transformar a sociedade.

A trajetória de Sophia mostra como a pesquisa desenvolvida por uma estudante de Feira de Santana pode ultrapassar fronteiras e contribuir para um debate fundamental: a importância de conhecer a história, preservar a memória das vítimas e fortalecer a democracia.

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