Estiagem | Defesa Civil | Estiagem preocupa distritos de Feira de Santana; Defesa Civil intensifica monitoramento na zona rural

Jaguara, Maria Quitéria e Bonfim de Feira estão entre as localidades que exigem atenção diferenciada; órgão também monitora áreas com risco de deslizamentos durante chuvas intensas.

Estiagem | Defesa Civil | Estiagem preocupa distritos de Feira de Santana; Defesa Civil intensifica monitoramento na zona rural
📷Divulgação

A estiagem continua preocupando moradores e produtores rurais de Feira de Santana. Segundo o coordenador da Defesa Civil municipal, Antônio José, as regiões de Jaguara, Maria Quitéria e Bonfim de Feira estão entre as que necessitam de atenção diferenciada devido às características climáticas e à menor ocorrência de chuvas em determinados períodos.

Em entrevista, o coordenador explicou que o município vem monitorando a situação desde o final de abril e início de maio, com visitas a distritos e povoados para avaliar os efeitos da falta de chuva e identificar as necessidades das comunidades.

De acordo com Antônio José, a situação varia entre as localidades. Humildes, por exemplo, costuma registrar mais precipitações do que Jaguara, o que exige estratégias específicas para cada região.

Visitas técnicas devem orientar medidas contra a estiagem

Na última segunda-feira, a Defesa Civil de Feira de Santana realizou uma visita a localidades de Jaguara, em conjunto com técnicos da Superintendência Estadual de Proteção e Defesa Civil. A iniciativa teve como objetivo levantar informações para a elaboração de relatórios técnicos e avaliar possíveis medidas para reduzir os impactos da estiagem.

Segundo o coordenador, Jaguara possui aproximadamente 64 localidades, o que amplia a necessidade de acompanhamento das comunidades rurais.

Antônio José explicou que as medidas a serem adotadas dependem das informações coletadas em campo, incluindo registros fotográficos, relatórios escritos e conversas com moradores.

“Somente a partir das análises técnicas das visitas nas localidades, das observações dos relatórios e das conversas com a população é que a gente pode efetivamente criar projetos, desenvolver e trazer medidas para tentar minimizar os impactos da estiagem dentro do município”, afirmou.

O levantamento também deverá contribuir para a articulação entre as secretarias municipais e os órgãos estaduais envolvidos no enfrentamento da seca.

Chuvas ainda são insuficientes para a necessidade do município

Apesar dos registros de chuva em algumas regiões de Feira de Santana, o volume ainda não corresponde à necessidade do município neste período, segundo a avaliação apresentada pelo coordenador.

Antônio José destacou que a distribuição das precipitações tem sido irregular. Enquanto algumas localidades registraram volumes maiores, outras receberam pouca chuva, como ocorreu em Jaguara, onde o acumulado observado foi inferior à metade do registrado em Humildes, conforme o relato do entrevistado.

O coordenador também explicou que a Defesa Civil acompanha informações de três agências meteorológicas, mas ressaltou que não é meteorologista e que as previsões precisam ser interpretadas considerando as características regionais.

Sobre a possibilidade de agravamento da situação, Antônio José afirmou que não considera Feira de Santana próxima de uma crise hídrica neste momento. Segundo ele, o município tem conseguido atender às demandas de abastecimento, embora seja necessário manter as ações preventivas e o monitoramento.

Defesa Civil também monitora áreas de risco

Além da estiagem, a Defesa Civil acompanha pontos que podem apresentar riscos durante episódios de chuva intensa, especialmente em áreas onde o volume de precipitação se concentra em um curto intervalo de tempo.

Entre as localidades mencionadas pelo coordenador estão áreas próximas à Gabriela, no trecho final do Jardim Cruzeiro, o entorno do contorno rodoviário e uma região próxima ao fundo do conjunto Vila Olímpia.

Segundo Antônio José, os levantamentos técnicos dessas áreas já foram encaminhados aos órgãos responsáveis. A execução de intervenções estruturais, porém, depende das secretarias competentes.

O coordenador ressaltou que obras realizadas no município contribuíram para reduzir significativamente o número de áreas consideradas críticas, mas reconheceu que ainda existem pontos que necessitam de intervenções.

Monitoramento e participação da população

Como próximos passos, a Defesa Civil pretende continuar visitando comunidades, acompanhando as condições climáticas e dialogando com moradores para identificar situações que exijam atendimento.

A população pode comunicar ocorrências e solicitar atendimento à Defesa Civil por meio do Fala Feira 156, conforme orientação do coordenador.

A continuidade do monitoramento será importante tanto para avaliar os efeitos da estiagem sobre as comunidades rurais quanto para prevenir problemas provocados por chuvas intensas.

Comentários (0)