Pastor Tom | Política em Feira de Santana | Pastor Tom critica articulação política em Feira e diz que decidirá futuro em até 60 dias
Em entrevista ao quadro “Conversa Franca”, do Jornal Transbrasil, o candidato a deputado estadual afirmou estar insatisfeito com a condução do grupo político, não descartou uma candidatura a prefeito em 2028 e cobrou mais diálogo das lideranças
O pastor Tom afirmou que pretende definir, nos próximos 60 dias, os próximos passos de sua trajetória política em Feira de Santana. Em entrevista ao quadro “Conversa Franca”, apresentado por Carlos Geilson no programa Jornal Transbrasil, o político demonstrou insatisfação com a articulação do grupo ao qual pertence e não descartou a possibilidade de romper politicamente com as atuais lideranças.
Durante a entrevista, Tom criticou a atuação de candidatos de outras cidades em Feira de Santana e a falta de uma estratégia conjunta para fortalecer nomes locais na disputa por vagas na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados.
Para o pastor, a presença de candidatos de outras regiões durante o período eleitoral é natural. O problema, segundo ele, está na falta de organização e de direcionamento das lideranças locais para garantir espaço aos representantes do próprio grupo político.
Como exemplo, Tom citou a atuação do prefeito de Salvador, Bruno Reis, que, segundo ele, teria reunido vereadores da base para apresentar os candidatos apoiados pelo grupo. Na avaliação do entrevistado, uma iniciativa semelhante deveria ter sido adotada pelo prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, para organizar os apoios políticos.
“Eu acho que o prefeito Zé Ronaldo deveria fazer isso com os vereadores”, afirmou, ao defender maior alinhamento entre as lideranças e os integrantes da base governista.
Insatisfação e possibilidade de rompimento
Questionado sobre a possibilidade de romper com o grupo político, Tom afirmou que a insatisfação com o resultado eleitoral e com a condução das articulações se somam. Ele também disse que, até o momento da entrevista, não havia recebido contato das lideranças para discutir o cenário político.
O pastor declarou que pretende utilizar os próximos 60 dias para avaliar suas alternativas e tomar uma decisão com tranquilidade. Segundo ele, a prioridade neste momento é reorganizar a vida política e definir como pretende continuar atuando no município.
Apesar das críticas, Tom não confirmou uma saída do grupo nem anunciou adesão a outra corrente política. Ao ser questionado sobre uma possível aproximação com o grupo do governador Jerônimo Rodrigues, liderado politicamente em Feira de Santana pelo deputado federal Zé Neto, afirmou que já recebeu convites e manteve conversas em outras ocasiões, mas não indicou uma decisão atual.
Resultado eleitoral e críticas à campanha
Durante a conversa, Tom também comentou o desempenho nas eleições para deputado estadual. Ele afirmou ter recebido mais de 17 mil votos em Feira de Santana e se apresentou como o candidato mais votado de seu grupo político no município.
O entrevistado avaliou que a estratégia adotada pelo grupo durante a campanha foi equivocada e voltou a criticar o espaço concedido a candidatos de fora da cidade. Na avaliação dele, a falta de organização prejudicou a possibilidade de Feira de Santana ampliar sua representação política na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Tom também fez críticas ao custo das campanhas eleitorais e defendeu que o Ministério Público e a Polícia Federal investiguem possíveis irregularidades envolvendo candidatos que, segundo ele, teriam se beneficiado da estrutura de prefeituras durante a disputa.
As declarações foram apresentadas como críticas do próprio entrevistado. Eventuais irregularidades dependem de apuração pelos órgãos competentes e não foram comprovadas na entrevista.
Pastor não descarta candidatura a prefeito em 2028
Ao falar sobre o futuro, Tom afirmou que pretende continuar trabalhando nas comunidades e participar das discussões políticas de Feira de Santana. Ele também descartou, durante a entrevista, uma candidatura a vereador, mas confirmou que deseja participar das articulações para as eleições municipais de 2028.
Questionado sobre a possibilidade de disputar a Prefeitura de Feira de Santana, o pastor não descartou a hipótese. Ele argumentou que tem experiência política, atuação junto às comunidades periféricas e representatividade entre parte do público evangélico.
Tom também afirmou que poderá construir uma alternativa caso não haja entendimento com os dois principais grupos políticos do município. No entanto, ressaltou que qualquer definição dependerá das conversas e da avaliação do cenário eleitoral.
Sobre a possibilidade de assumir uma secretaria municipal, caso receba um convite do prefeito José Ronaldo, o entrevistado disse que não está em condições de tomar uma decisão neste momento. Segundo ele, uma eventual escolha não deve ser motivada apenas pela ocupação de um cargo, mas por compromissos políticos e diálogo com as lideranças.
Apoio presidencial
Ao final da entrevista, Tom declarou que pretende votar no candidato identificado pelo número 22 na disputa presidencial, referência à candidatura de Jair Bolsonaro, e afirmou que não participaria de um posicionamento diferente em razão das divergências locais.
A entrevista evidenciou o momento de reavaliação política vivido pelo pastor após a eleição estadual. Embora tenha manifestado insatisfação com a condução do grupo, ele afirmou que pretende continuar participando da política de Feira de Santana e que deverá definir seu posicionamento nos próximos 60 dias.
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