ESCALA 6X1 | PEQUENAS EMPRESAS | PRESIDENTE DO SICOMÉRCIO ALERTA PARA IMPACTOS DO FIM DA ESCALA 6X1 SOBRE PEQUENAS EMPRESAS

Marco Silva afirma que a redução da jornada poderá exigir novas contratações, mudanças no atendimento e investimentos em automação no comércio de Feira de Santana

ESCALA 6X1 | PEQUENAS EMPRESAS | PRESIDENTE DO SICOMÉRCIO ALERTA PARA IMPACTOS DO FIM DA ESCALA 6X1 SOBRE PEQUENAS EMPRESAS
📷Onildo Rodrigues

O presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (Sicomércio), Marco Silva, demonstrou preocupação com os impactos da redução da jornada de trabalho sobre os pequenos negócios. Em entrevista ao Jornal Transbrasil, ele afirmou que o principal desafio será adaptar as escalas de trabalho em um curto espaço de tempo, especialmente para empresas que dispõem de menos recursos financeiros.

Segundo Marco Silva, empresas de maior porte tendem a ter mais condições de reorganizar suas equipes e planejar mudanças. Já os pequenos empreendimentos, na avaliação do dirigente, poderão enfrentar dificuldades para se adequar às novas exigências.

“Quanto menor a quantidade de trabalhadores, o impacto vai ser maior”, afirmou.

O presidente do Sicomércio ressaltou que a entidade não é contrária à redução da jornada de trabalho, mas defende que mudanças dessa dimensão sejam acompanhadas de previsibilidade e segurança jurídica para os empregadores.

“Não somos contra a redução da jornada de trabalho. Muito pelo contrário. O que a gente queria era previsibilidade e segurança jurídica”, declarou.

Novas contratações e mudanças no atendimento

Questionado sobre a necessidade de contratar mais funcionários para manter o funcionamento do comércio, Marco Silva afirmou que essa poderá ser uma das consequências da redução das horas disponíveis de trabalho.

De acordo com ele, as empresas terão de avaliar alternativas como ampliar o quadro de funcionários, reduzir o horário de funcionamento ou reorganizar a prestação dos serviços.

O dirigente também alertou para a possibilidade de fechamento de pequenos estabelecimentos que não consigam absorver os custos de adaptação.

Automação pode substituir postos de trabalho

Outro ponto destacado por Marco Silva foi o avanço da automação no comércio. Segundo ele, empresas já oferecem soluções tecnológicas em Feira de Santana que permitem automatizar etapas do atendimento e das vendas.

O presidente do Sicomércio avalia que supermercados, farmácias e outros estabelecimentos poderão ampliar o uso de caixas de autoatendimento e investir mais em sistemas de segurança e monitoramento.

Na avaliação do dirigente, esse movimento poderá reduzir a necessidade de trabalhadores em determinadas funções, contrariando a expectativa de que a mudança na jornada resulte necessariamente em mais empregos.

“Em vez de aumentar o número de empregos, a gente pode ter uma redução de empregos”, alertou.

Cenário econômico preocupa empresários

Marco Silva também mencionou o cenário econômico como um fator que pode dificultar a adaptação das empresas. Ele citou os juros elevados, as dificuldades de financiamento e o fechamento de negócios como elementos que pressionam o setor empresarial.

O dirigente defendeu que o Sicomércio trabalhe em conjunto com o sindicato dos comerciários para orientar empregadores e buscar alternativas que reduzam os impactos da transição.

Para ele, o desafio será conciliar as mudanças na jornada com a manutenção dos empregos e a continuidade das atividades comerciais em Feira de Santana.

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