Pedro Américo | Eleições 2026 | Pedro Américo avalia resultado eleitoral, aponta falhas de articulação política e não descarta deixar o Cidadania

Vereador de Feira de Santana afirma ter conquistado quase 14 mil votos na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia e defende autocrítica do grupo político

Pedro Américo | Eleições 2026 | Pedro Américo avalia resultado eleitoral, aponta falhas de articulação política e não descarta deixar o Cidadania
📷Onildo Rodrigues

O vereador Pedro Américo, candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, fez uma avaliação do resultado eleitoral e apontou falhas de articulação política como um dos fatores que contribuíram para que não conquistasse uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em entrevista ao programa Levante a Voz, da Rádio Sociedade News FM, de Feira de Santana, o parlamentar afirmou que faltou unidade no grupo político e reconheceu que poderia ter ampliado sua presença junto ao eleitorado durante a campanha.

Segundo Pedro Américo, a candidatura obteve quase 10 mil votos em Feira de Santana e aproximadamente 14 mil em todo o estado. O vereador destacou que a campanha contou principalmente com o apoio de amigos, familiares e voluntários, além de iniciativas de arrecadação solidária, sem o suporte político e financeiro que, segundo ele, outros candidatos tiveram.

“Eu entendo que eu saio vitorioso da eleição, porque fazer uma eleição com voluntários, com vaquinha solidária, com apoio nenhum, só com os amigos, a família e as pessoas, e ter quase 10 mil votos em Feira e quase 14 mil votos na Bahia, para mim, é uma campanha vitoriosa”, declarou.

Vereador aponta falta de unidade política

Durante a entrevista, Pedro Américo afirmou que a falta de uma estratégia coletiva prejudicou candidaturas do seu campo político. Ele citou dificuldades na articulação entre o PSDB e o Cidadania, partidos que integraram uma federação, e disse que houve problemas de planejamento e organização durante o processo eleitoral.

O vereador também criticou a postura de lideranças políticas que, na avaliação dele, estariam mais preocupadas em impedir o crescimento de novos nomes do que em construir projetos coletivos para Feira de Santana e para a Bahia.

Ao comentar a relação com o vice-prefeito de Feira de Santana, Pablo Roberto, Pedro Américo afirmou que os dois construíram um projeto político durante aproximadamente 15 anos, mas se afastaram em razão de mudanças na condução política. O parlamentar avaliou que a forma como antigos aliados são tratados pode influenciar futuras alianças.

Apesar das críticas, ele reconheceu que o resultado não pode ser atribuído exclusivamente a fatores externos e defendeu uma análise dos erros cometidos pela própria candidatura e pela equipe.

Autocrítica e falta de visibilidade

Pedro Américo também admitiu que poderia ter dedicado mais tempo à divulgação de suas propostas e ao contato direto com os eleitores de Feira de Santana. Segundo ele, parte da população ainda não conhecia suficientemente seu trabalho e suas ideias.

O vereador afirmou que dedicou uma parcela significativa do período eleitoral à organização partidária, à montagem de chapas e à articulação política estadual.

“Talvez Feira de Santana pudesse ter me conhecido melhor e eu gastei muito tempo na organização partidária, montagem de chapa e articulação a nível estadual”, reconheceu.

Na avaliação do parlamentar, o resultado das eleições também expôs dificuldades de articulação entre lideranças locais e estaduais, inclusive na construção de apoios a candidatos do próprio grupo político.

Representatividade de Feira de Santana em debate

Outro ponto abordado na entrevista foi a representação política de Feira de Santana nas esferas estadual e federal. Pedro Américo defendeu uma reflexão sobre o papel das lideranças na formação de alianças e na construção de candidaturas competitivas para o município.

O vereador argumentou que o eleitor não deve ser responsabilizado pelas escolhas feitas nas urnas, uma vez que grande parte da população está concentrada nas atividades profissionais e nas dificuldades cotidianas.

Para ele, cabe às lideranças políticas organizar estratégias capazes de ampliar a representação do município e fortalecer projetos que atendam aos interesses da população.

Pedro Américo também questionou a articulação do grupo político durante a campanha e citou situações em que lideranças e candidatos de outros campos estiveram em Feira de Santana em busca de votos. Segundo ele, faltou uma estratégia mais clara para consolidar os apoios ao projeto defendido pelo grupo.

Futuro partidário ainda indefinido

Questionado sobre o posicionamento político para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25 de outubro, Pedro Américo afirmou que o grupo ainda não havia definido uma posição conjunta. De acordo com o vereador, uma reunião com aliados de Feira de Santana e de outros municípios estava prevista para a segunda-feira seguinte à entrevista.

O parlamentar também não confirmou sua permanência no Cidadania nem no atual grupo político. Ele afirmou que a possibilidade de mudança partidária será discutida com os aliados, mas ressaltou que, neste momento, sua prioridade é continuar o trabalho como vereador.

“Primeiro, vamos trabalhar com o povo. Eu ainda sou vereador e tenho muito o que fazer por Feira e pelas cidades que acreditaram na gente”, afirmou.

Ao final da entrevista, Pedro Américo reiterou que considera expressiva a votação conquistada diante das condições de sua campanha e defendeu uma reflexão sobre os caminhos políticos para as próximas eleições municipais, previstas para 2028.

Comentários (0)