Governo Jerônimo Rodrigues | Felipe Freitas | Felipe Freitas descarta disputa interna no governo Jerônimo e defende diálogo para ampliar votos em Lula na Bahia
Em entrevista ao Jornal Transbrasil, secretário de Justiça e Direitos Humanos avaliou o resultado eleitoral na Bahia, comentou a votação em Feira de Santana e afirmou que prioridade é concluir a atual gestão e colaborar com a campanha presidencial.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, afirmou que não acredita em disputas internas entre as principais lideranças do grupo político do governador Jerônimo Rodrigues. Em entrevista ao Jornal Transbrasil, apresentado por Carlos Geilson, o secretário defendeu a continuidade do diálogo entre Jerônimo, o senador Jaques Wagner e o ex-governador Rui Costa, além de destacar que o próximo governo deve manter uma atuação coletiva.
Ao avaliar o resultado eleitoral na Bahia, Felipe Freitas afirmou que, durante a campanha, a avaliação interna do grupo governista era de que a disputa estava encaminhada, embora reconhecesse as dificuldades em municípios importantes. Segundo ele, a ampliação da vantagem em relação à eleição anterior e a manutenção de apoios políticos contribuíram para o resultado.
O secretário também comentou o cenário de Feira de Santana, onde o deputado federal Zé Neto não conseguiu a reeleição. Para Freitas, a ausência do parlamentar na Câmara dos Deputados representa uma perda para a representação política do município. Ele ponderou, entretanto, que outras lideranças também tiveram votações expressivas na cidade.
Governo Jerônimo e articulação política
Questionado sobre a possibilidade de o novo governo Jerônimo Rodrigues ter um perfil mais personalista, com menor influência de lideranças como Rui Costa e Jaques Wagner, Felipe Freitas rejeitou essa interpretação.
O secretário afirmou que acredita na continuidade de um governo coletivo, com participação e diálogo entre as principais lideranças do grupo. Ele também negou que tenha percebido conflitos internos significativos, apesar das diferentes avaliações políticas que possam existir.
Campanha presidencial e busca por novos votos
Durante a entrevista, Felipe Freitas defendeu uma mobilização voltada ao diálogo com os eleitores para ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia, no segundo turno da eleição presidencial.
Segundo ele, a estratégia deve priorizar a participação dos eleitores que ainda não decidiram seu voto e o convencimento daqueles que não participaram da primeira votação. O secretário argumentou que o segundo turno exige uma comparação entre as opções disponíveis, mesmo entre pessoas que não se identificam integralmente com determinado partido.
Freitas também avaliou que campanhas eleitorais não devem partir da ideia de que a vitória está garantida. Para ele, resultados eleitorais são consequência de diversos fatores, e a ampliação do diálogo com a população é fundamental para conquistar novos apoiadores.
Permanência na secretaria
Ao ser questionado sobre sua continuidade no governo estadual e a possibilidade de assumir outra função na próxima gestão, Felipe Freitas afirmou que sua prioridade é concluir o trabalho à frente da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e colaborar com a campanha de Lula.
O secretário disse que não está discutindo, neste momento, uma eventual mudança de pasta ou outra função no governo. Segundo ele, as conversas sobre o futuro administrativo devem ocorrer depois da conclusão dos compromissos da atual gestão e do processo eleitoral.
Freitas também comentou a situação de Zé Neto, afirmando que o deputado é um quadro político que pode contribuir em diferentes funções, tanto no governo estadual quanto no federal. Ressaltou, porém, que não tinha informações sobre qual será o próximo passo político do parlamentar.
A entrevista abordou ainda o cenário político nacional, o crescimento de movimentos de direita e os desafios das campanhas eleitorais em um ambiente de disputas cada vez mais acirradas.
Fonte: Entrevista concedida pelo secretário Felipe Freitas ao Jornal Transbrasil, apresentado por Carlos Geilson.
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