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Acessibilidade | Pessoas com deficiência | Acessibilidade ainda é desafio para cadeirantes nas ruas e no transporte de Feira de Santana

Relatos mostram dificuldades com calçadas irregulares, falta de acessibilidade e problemas em elevadores de ônibus durante deslocamentos pela cidade

Acessibilidade | Pessoas com deficiência | Acessibilidade ainda é desafio para cadeirantes nas ruas e no transporte de Feira de Santana
📸Onildo Rodrigues

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado neste 21 de setembro, uma reportagem do Jornal Trans Brasil foi às ruas de Feira de Santana para ouvir quem enfrenta diariamente os desafios da falta de acessibilidade.

Para o cadeirante José Cícero dos Santos, um dos principais problemas está nas condições das calçadas e nos desníveis encontrados durante os deslocamentos.

“Tem lugar que a gente chega e tem uma parte alta, outra baixa. Aí fica topando a cadeira. É um negócio sério.”

Segundo ele, a situação também se repete em áreas próximas ao centro da cidade. José Cícero cita como exemplo trechos em frente à Prefeitura, onde, segundo o relato, existem pontos em que a altura da calçada dificulta ou impede a passagem da cadeira de rodas.

Outro problema apontado é o transporte público. José Cícero afirma que, quando os elevadores dos ônibus estão funcionando, o serviço consegue atender, mas as falhas dificultam o deslocamento.

“Toda hora o elevador quebra. A gente tem que esperar três, quatro ônibus para acertar um.”

A acompanhante Maria Rita dos Santos também relata dificuldades durante os deslocamentos. Segundo ela, o trajeto entre a residência e o ponto de ônibus já representa um obstáculo, principalmente por causa das condições das ruas.

“Para chegar até o ponto de ônibus são cinco ruas e a rua não tem calçamento, é cheia de buraco. Fica ruim para a gente chegar.”

Maria Rita também afirma que, quando o elevador do ônibus está quebrado ou já existe outro cadeirante utilizando o equipamento, é necessário esperar outros veículos. Em algumas situações, segundo ela, a alternativa acaba sendo utilizar transporte por aplicativo, o que nem sempre é possível por causa do custo.

Para melhorar a situação, ela defende a ampliação do transporte acessível e a manutenção dos equipamentos.

“Aumentar mais o transporte e ter carro com elevador melhor, porque às vezes quebra e a gente fica no caminho do mesmo jeito.”

Os relatos reforçam que a acessibilidade vai além da instalação de rampas. Calçadas adequadas, ruas em boas condições, transporte público acessível e equipamentos funcionando são fundamentais para garantir autonomia, segurança e o direito de ir e vir das pessoas com deficiência.

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, a realidade relatada por José Cícero e Maria Rita mostra que ainda existem barreiras que precisam ser enfrentadas para que Feira de Santana seja uma cidade mais acessível e inclusiva.

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