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Operação Ressonância | Veículos recuperados | Operação Ressonância identifica 60 veículos e começa devolução aos proprietários em Feira de Santana

Força-tarefa reúne Polícia Civil, DPT, Detran, PM e PRF; 40 veículos tiveram a identificação confirmada e 17 começam a ser restituídos nesta primeira etapa

Operação Ressonância | Veículos recuperados | Operação Ressonância identifica 60 veículos e começa devolução aos proprietários em Feira de Santana
📸Onildo Rodrigues

A Operação Ressonância entrou, nesta quarta-feira (16), na fase de devolução de veículos identificados durante uma força-tarefa realizada em pátios de Feira de Santana. A ação, iniciada em julho, mobilizou diferentes órgãos de segurança e trânsito com o objetivo de localizar a identificação original de veículos apreendidos há meses ou até anos e verificar a possibilidade de restituição aos verdadeiros proprietários.

Delegado José Marcos 📸Onildo Rodrigues 

Segundo o delegado José Marcos, da Delegacia de Furtos e Roubos de Feira de Santana, mais de 100 veículos passaram por análise pericial durante a operação. Desse total, cerca de 60 tiveram a identificação confirmada. Aproximadamente 40 serão devolvidos aos proprietários, enquanto outros 20, que não tiveram a origem ou identificação confirmadas pela perícia, deverão ser encaminhados para leilão.

Nesta primeira etapa, 17 veículos estão sendo restituídos.

De acordo com o delegado, os veículos chegaram aos pátios por diferentes motivos. Entre eles estão ocorrências relacionadas a furtos e roubos, suspeitas de adulteração e apreensões administrativas realizadas durante fiscalizações.

O trabalho também buscou solucionar situações em que o veículo permanecia apreendido por dificuldades na localização do proprietário, divergências relacionadas à posse ou até pendências judiciais.

“Esses veículos ficaram há bastante tempo. Os donos, às vezes, já até esqueceram ou não estavam mais acompanhando a situação”, explicou José Marcos.

Perícia foi fundamental

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) teve papel central na operação. Os peritos analisaram elementos de identificação dos veículos, principalmente chassi e motor, para verificar possíveis adulterações e recuperar os números originais.

Segundo o delegado, alterações em chassi e motor estão entre as principais modificações encontradas em veículos que passam por esse tipo de situação. Em alguns casos, a adulteração pode ser percebida visualmente, mas outras modificações exigem uma análise técnica especializada.

José Marcos também reforçou a importância de realizar a vistoria antes da compra de um veículo usado e guardar o respectivo laudo. Segundo ele, o documento pode ser importante caso posteriormente seja identificado algum problema relacionado à origem ou identificação do automóvel.

Veículos não identificados serão leiloados

Os aproximadamente 20 veículos que não tiveram a identificação confirmada pelo DPT deverão seguir para leilão.

O delegado explicou que a simples alegação de propriedade não é suficiente para confirmar a origem de um veículo. A definição depende do resultado da perícia técnica.

Após o leilão, o veículo arrematado passa pelos procedimentos legais junto ao Detran, incluindo a possibilidade de remarcação da identificação, conforme as regras aplicáveis.

A medida também contribui para evitar que veículos permaneçam indefinidamente nos pátios, ocupando espaço e sofrendo deterioração.

Proprietária recebe moto no dia do aniversário

Gilmara da Paixão Santos 📸Onildo Rodrigues 

Entre as pessoas beneficiadas pela Operação Ressonância está Gilmara da Paixão Santos. Ela recuperou a motocicleta que havia sido roubada e recebeu o veículo justamente no dia do aniversário.

Gilmara contou que manteve a esperança de recuperar a moto durante os cinco meses em que ficou sem o veículo.

A motocicleta tinha sido adquirida oito anos antes e era utilizada tanto para o trabalho quanto para atividades que ajudavam no sustento da família. Durante o período sem o veículo, ela precisou arcar com gastos maiores de transporte.

Segundo Gilmara, a motocicleta representava uma economia importante no dia a dia. Ela estima que gastava cerca de R$ 20 para se deslocar durante um dia utilizando transporte, enquanto com a moto esse valor era suficiente para praticamente uma semana.

Além dos custos com transporte, a proprietária terá agora que investir novamente no veículo, que precisará passar por manutenção e ajustes antes de voltar às ruas.

“Quando eu adquiri, ela veio para ajudar muito no sustento da casa”, relatou.

Para o delegado José Marcos, a operação cumpre uma função importante tanto para os proprietários quanto para os órgãos de segurança, ao permitir a identificação de veículos que permaneceram por longo período nos pátios.

A Polícia Civil informou que pessoas que tenham veículos apreendidos há meses ou anos podem procurar uma delegacia para verificar a situação e saber se o bem já está apto para restituição. A expectativa é que os demais veículos identificados sejam devolvidos nas próximas etapas da operação.

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