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Feira de Santana | Greve dos Correios | Greve dos Correios reduz entregas e deixa encomendas paradas em Feira de Santana

Diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios afirma que centro de distribuição recebeu pouca ou nenhuma carga para entrega e aponta plano de saúde como principal motivo da paralisação

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📸Onildo Rodrigues

A greve dos trabalhadores dos Correios já afeta a rotina de distribuição de encomendas e correspondências em Feira de Santana. Segundo Jobson Barbosa, diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos, o movimento tem impacto direto no Centro de Distribuição da cidade, que depende do recebimento de cargas de Salvador e de outros estados.


De acordo com Barbosa, apesar de parte dos funcionários permanecer trabalhando, as operações de entrega foram fortemente prejudicadas. Ele afirma que, no dia da entrevista, não houve saída de cargas para distribuição no centro de Feira de Santana.


“Em termos operacionais, entrega hoje praticamente não existiu. Os poucos que estão trabalhando tiveram dificuldade”, relatou.


O diretor explicou que o centro de distribuição feirense recebe encomendas e correspondências de outras localidades, principalmente de Salvador, e que a paralisação em unidades maiores interfere diretamente no funcionamento local.


Segundo ele, centenas de encomendas que seriam destinadas à região podem ser afetadas, embora não exista, até o momento, um levantamento exato da quantidade de objetos retidos.


Plano de saúde é principal reivindicação


Jobson Barbosa afirmou que a principal reivindicação dos trabalhadores está relacionada ao plano de saúde. Segundo ele, a empresa pretende alterar o modelo de participação nas despesas, fazendo com que os empregados assumam integralmente os custos.


“O foco da nossa paralisação é a questão do plano de saúde”, afirmou.


O representante dos trabalhadores também citou as negociações salariais e outras cláusulas do acordo coletivo. Segundo Barbosa, em uma das últimas reuniões, realizada na semana anterior à greve, a empresa teria apresentado uma proposta baseada no INPC, mas, de acordo com ele, pretendia retirar duas cláusulas consideradas importantes pela categoria.


Para o sindicalista, portanto, o principal ponto de resistência não está no reajuste salarial, mas nas mudanças relacionadas ao plano de saúde.


Greve pode seguir até julgamento no TST


A paralisação foi deflagrada por tempo indeterminado. Conforme Jobson Barbosa, está previsto para o dia 21 de setembro um julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) relacionado ao dissídio da categoria.


Ele afirmou, porém, que os trabalhadores estão dispostos a retomar as negociações antes do julgamento caso a empresa apresente uma nova proposta.


“A gente tem disposição para isso, porque também não temos interesse em prejudicar a população”, declarou.


Segundo Barbosa, uma eventual mesa de conciliação antes do julgamento poderá representar uma oportunidade para as partes chegarem a um acordo.


Orientação para quem aguarda encomendas


Para quem espera uma encomenda ou correspondência, o diretor explicou que alguns objetos que chegaram ao centro de distribuição antes do início da paralisação ainda podem estar disponíveis, dependendo da situação.


Já novas cargas, segundo ele, não chegaram ao centro de Feira de Santana no dia da entrevista. A previsão apresentada pelo representante dos trabalhadores era de continuidade dos impactos, devido à paralisação no principal centro de distribuição em Salvador.


Barbosa orientou que pessoas que estejam aguardando encomendas procurem informações diretamente na unidade local, embora tenha ressaltado que a possibilidade de encontrar novas cargas disponíveis é limitada enquanto a greve permanecer.


A categoria aguarda agora novos avanços nas negociações com a direção dos Correios ou o julgamento previsto para o dia 21 de setembro.

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