Feira de Santana | IBGE | Câmara de Feira propõe levantamento do IBGE para atualizar dados populacionais do município
Presidente Marcos Lima defende estudo mais detalhado sobre a população de Feira de Santana e afirma que os dados atuais podem não refletir a realidade do município
A Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou um requerimento que solicita à Prefeitura a consulta ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a possibilidade de realização de um levantamento censitário mais detalhado da população do município.
A proposta é de autoria do presidente da Câmara, vereador Marcos Lima, que afirma considerar a população real de Feira de Santana superior aos números atualmente registrados oficialmente. Segundo ele, o objetivo é obter um diagnóstico mais preciso da quantidade de moradores tanto na área urbana quanto na zona rural.
Durante entrevista, Marcos Lima destacou o crescimento de bairros, loteamentos, novos empreendimentos e áreas de ocupação recente. Para o vereador, esse processo de expansão precisa ser acompanhado por dados demográficos atualizados.
“Eu entendo que a população de Feira de Santana é muito maior do que hoje é registrada pelo IBGE”, afirmou.
O presidente da Câmara também relacionou a discussão populacional ao volume de recursos públicos destinados ao município. Segundo ele, Feira atende mensalmente uma população que seria superior ao número de habitantes oficialmente contabilizado, especialmente por ser um importante polo regional e receber pessoas de outras cidades em busca de serviços.

Presidente da Câmara Municipal de vereadores, Marcos Lima 📸Onildo Rodrigues
Marcos Lima chegou a estimar que Feira de Santana teria mais de 800 mil habitantes, mas ressaltou que esse número é resultado de um estudo pessoal e ainda não possui confirmação oficial.
“Eu acredito que Feira de Santana tenha, pelo pouco estudo que eu fiz, mais de 800 mil pessoas. É um estudo pessoal meu”, declarou.
O vereador também citou o número de eleitores do município como um dos elementos que, em sua avaliação, justificariam uma investigação mais aprofundada. Ele ressaltou, porém, que a população de uma cidade não é determinada apenas pela quantidade de eleitores, já que existem crianças, adolescentes, idosos e moradores que podem não ter transferido o título eleitoral para Feira.
Crescimento da zona rural
Outro ponto destacado no requerimento é o crescimento populacional da zona rural. Marcos Lima afirma que distritos e comunidades vêm registrando aumento no número de residências e novos loteamentos.
Segundo ele, a expansão também ocorre na área urbana, com a abertura de novas avenidas, criação de bairros, construção de prédios e chegada de novos empreendimentos.
“Estamos vendo que a zona rural só faz crescer em população, em quantidade de residências novas e em loteamentos que são construídos”, afirmou.
Possível impacto no planejamento
Na avaliação do presidente da Câmara, dados populacionais mais precisos podem contribuir para o planejamento de políticas públicas e também para a atração de investimentos para Feira de Santana.
Ele cita áreas como saúde, educação, infraestrutura e mobilidade, além da possibilidade de o município utilizar informações mais atualizadas para dialogar com os governos estadual e federal.
A proposta, entretanto, ainda depende de uma avaliação técnica do IBGE. Marcos Lima explica que o requerimento não determina a realização do levantamento, mas solicita que o órgão federal analise a possibilidade.
“Não é uma ordem que nós estamos dando. É uma sugestão de entendimento que o povo de Feira de Santana tem”, explicou.
Próximos passos
Após a aprovação do requerimento, a expectativa agora é pela resposta do IBGE. De acordo com Marcos Lima, a manifestação do instituto deverá indicar se existe viabilidade técnica e operacional para a realização de um levantamento mais detalhado no município.
O vereador também afirmou que a iniciativa não representaria, inicialmente, uma despesa para o município, uma vez que o IBGE é o órgão responsável pelas estatísticas oficiais da população brasileira.
A partir da resposta do instituto, a Câmara e a Prefeitura poderão avaliar os próximos encaminhamentos.
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