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Greve dos bancários | Feira de Santana | Greve dos bancários fecha unidades da Caixa e do Banco do Brasil em Feira de Santana

Sindicato afirma que 100% das unidades e departamentos dos dois bancos aderiram à paralisação; categoria cobra avanços nas negociações e aguarda novas decisões sobre a continuidade do movimento

Greve dos bancários |  Feira de Santana | Greve dos bancários fecha unidades da Caixa e do Banco do Brasil em Feira de Santana
📸Reprodução

A greve dos bancários teve início nesta quarta-feira (10) em Feira de Santana e, segundo o Sindicato dos Bancários, atingiu 100% das unidades e departamentos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil no município.

Em entrevista ao Jornal TransBrasil, o presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Eritan Machado, afirmou que a paralisação foi decidida pela categoria após uma série de negociações sem avanços considerados suficientes pelos trabalhadores.

Funcionários de agências bancárias de Feira de Santana 📸Arquivo pessoal 

Segundo Eritan, a pauta de reivindicações foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no início de julho. Desde então, foram realizadas mais de 13 rodadas de negociação com a entidade e com os bancos públicos. No caso da Caixa e do Banco do Brasil, também ocorreram mais de 18 rodadas específicas para discutir questões próprias de cada instituição.

Entre as reivindicações estão reajuste salarial, melhores condições de trabalho, contratação de novos funcionários e abertura de mais agências. O sindicato afirma que a sobrecarga de trabalho tem provocado dificuldades no atendimento e problemas de saúde entre os trabalhadores.

O presidente da entidade também destacou que a reivindicação por mais funcionários e agências teria impacto direto para os clientes, principalmente diante da demanda pelo atendimento presencial.

Atendimento durante a greve

De acordo com Eritan Machado, a compensação bancária é considerada atividade essencial e, por isso, os caixas eletrônicos permanecem disponíveis para serviços que podem ser realizados por esses canais.

O sindicato também montou comitês de esclarecimento em frente a algumas agências para orientar os clientes durante a paralisação.

A recomendação aos correntistas é utilizar os canais oficiais de cada instituição financeira para verificar as alternativas disponíveis para pagamentos, saques e outros serviços durante o período de greve.

Negociações continuam

A continuidade da greve ainda depende das decisões tomadas pelas assembleias dos trabalhadores.

Segundo o sindicato, Caixa e Banco do Brasil realizaram novas rodadas de negociação nesta quinta-feira (10). No Banco do Brasil, os trabalhadores foram convocados para votar pela manutenção da greve ou pela aceitação da proposta apresentada.

Na Caixa, a categoria também deverá ser consultada em assembleia virtual. O resultado da votação dos bancários de Feira de Santana está previsto para ser divulgado no sábado pela manhã.

Eritan explicou que a proposta apresentada pela Fenaban prevê reposição pelo INPC mais 0,6% de aumento real. A categoria reivindica reposição da inflação mais 5% de aumento real.

A proposta já foi aceita por trabalhadores de bancos privados e pelo Banco do Nordeste, segundo o sindicato. No Banco do Brasil, porém, permanecem como pontos de divergência questões relacionadas ao plano de cargos e remuneração, promoções, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e plano de saúde.

Na Caixa, uma das principais questões apontadas pelo sindicato é a proposta para o Saúde Caixa, além de reivindicações relacionadas às condições de trabalho.

Greve pode continuar

O sindicato afirma que a greve continuará nesta sexta-feira (11) e que uma eventual mudança no movimento poderá ocorrer a partir de segunda-feira (14), dependendo dos resultados das assembleias e das negociações.

Eritan Machado afirmou que os bancários pretendem retornar ao trabalho caso seja apresentada uma proposta que atenda, ainda que minimamente, às reivindicações específicas da categoria.

Caso não haja acordo, segundo o sindicato, o conflito poderá ser levado à Justiça do Trabalho para mediação e tentativa de renovação do acordo coletivo.

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