Grito dos Excluídos | Escala 6x1 | Grito dos Excluídos leva pautas sociais e trabalhistas às ruas de Feira de Santana
Manifestantes defenderam o fim da escala 6x1, redução da jornada de trabalho, combate ao racismo, direitos das mulheres, moradia, meio ambiente e melhores condições de vida
O feriado de 7 de Setembro, marcado pelas celebrações da Independência do Brasil, também foi utilizado em Feira de Santana como espaço de mobilização social. Movimentos populares, sindicatos e representantes de diferentes segmentos participaram do Grito dos Excluídos, levando às ruas reivindicações relacionadas aos direitos dos trabalhadores e às demandas sociais.

Delcio Mendes ( SECOFS) 📸Onildo Rodrigues
Entre as principais pautas apresentadas durante a manifestação esteve o fim da escala 6x1, com a defesa da adoção da jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso. Representando o Sindicato dos Comerciários de Feira de Santana, Délcio Mendes destacou que a mudança é necessária para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Segundo ele, a redução da jornada permitiria ampliar o convívio familiar e o acesso ao lazer.
“É uma necessidade dos trabalhadores trabalhar um pouco menos para viver mais e ter também o direito de ter o convívio familiar e ter também o seu lazer”, afirmou.
Délcio também criticou os efeitos da atual organização da jornada sobre os comerciários e citou o sistema de banco de horas como uma das questões que, segundo ele, precisam ser discutidas.
Para o representante sindical, o trabalhador precisa ter mais tempo para a família e para outras atividades além do trabalho.
“Há necessidade de acabar com a escala seis por um para entrar cinco por dois, para o trabalhador viver mais, ter a oportunidade de estar junto com sua família e ter lazer.”
Mobilização reúne diferentes pautas

Elisio Santa Cruz (Frente Popular) 📸Onildo Rodrigues
Integrante da comissão de organização do Grito dos Excluídos, Elísio Santa Cruz Guedes Junior ressaltou que a manifestação reúne diversas organizações e não se limita à discussão sobre a jornada de trabalho.
Entre as reivindicações apresentadas estão a redução da jornada sem redução de salário, o combate ao racismo, o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres, a defesa da soberania nacional, do meio ambiente e de políticas voltadas aos trabalhadores do campo e da cidade.
Elísio também destacou a participação de sindicatos, movimentos sociais, professores, juventude e outras organizações populares na mobilização realizada em Feira de Santana.
De acordo com ele, o ato faz parte de uma mobilização nacional e representa uma oportunidade para setores da sociedade apresentarem reivindicações por melhores condições de vida e mais direitos.
“Nosso objetivo, na verdade, é lutar por dias melhores, lutar por dignidade, melhores condições de vida aos trabalhadores, no campo e na cidade.
O representante também afirmou que, apesar dos avanços sociais registrados no país, ainda existem demandas que precisam ser enfrentadas, citando áreas como saúde, moradia, reforma agrária, direitos das mulheres e proteção aos grupos socialmente vulneráveis.
7 de Setembro como espaço de reivindicação
Durante a manifestação, os participantes defenderam que a celebração da Independência também pode ser utilizada para refletir sobre as condições de vida da população brasileira e sobre direitos que, segundo os movimentos, ainda precisam ser ampliados.
Além das pautas trabalhistas, o Grito dos Excluídos em Feira de Santana levou às ruas bandeiras relacionadas à democracia, moradia, defesa da terra, sustentabilidade, igualdade racial e direitos sociais.
Com a presença de diferentes entidades e movimentos, a mobilização transformou parte da programação do 7 de Setembro em um espaço de expressão das reivindicações populares, reforçando a tradição do Grito dos Excluídos de utilizar a Semana da Pátria para dar visibilidade às demandas de grupos considerados socialmente excluídos.
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