Direitos trabalhistas | Rodoviários | Ex-funcionários de empresas de ônibus fazem quinta passeata e cobram direitos trabalhistas após 11 anos
Trabalhadores das empresas Princesinha e 18 de Setembro afirmam que cerca de 1.100 famílias ainda aguardam o pagamento de valores reconhecidos em processos; manifestação também cobra atuação do sindicato e da Prefeitura
Ex-funcionários das empresas de transporte coletivo Princesinha e 18 de Setembro realizaram, nesta sexta-feira (4), em Feira de Santana, a quinta edição da chamada “Passeata do Calote”. A manifestação reuniu trabalhadores que afirmam estar há 11 anos à espera do pagamento de direitos trabalhistas.
Segundo Renato Bispo, ex-funcionário e um dos participantes do movimento, cerca de 1.200 famílias teriam ficado sem receber os valores devidos após a paralisação das atividades das empresas. Ele afirma que aproximadamente 80 a 100 pessoas já conseguiram receber, mas cerca de 1.100 famílias ainda aguardam uma solução.
“São 11 anos que a gente vem lutando, 11 anos de abandono e 11 anos de calote. A gente quer receber aquilo que nós temos por direito”, afirmou Renato.
De acordo com ele, os processos trabalhistas tiveram decisões favoráveis aos trabalhadores, mas permanecem sem efetividade diante da dificuldade de localizar bens e responsáveis pelo pagamento. Renato também criticou a atuação do sindicato da categoria e acusou a Prefeitura de ter sido omissa em procedimentos relacionados às empresas, incluindo mudanças societárias e transferência da frota.
As declarações representam a posição dos manifestantes. As responsabilidades atribuídas ao sindicato e ao município precisam ser apuradas e respondidas pelos envolvidos.
Para Renato, apesar dos 11 anos de espera, os trabalhadores continuam acreditando que poderão receber os valores. “Enquanto nós temos direitos, a gente vai lutar pelos nossos direitos. A gente tem esperança sim de receber”, declarou.
A manifestação também reuniu ex-funcionários que relatam problemas de saúde associados ao período em que trabalhavam nas empresas. É o caso de Judite, ex-funcionária da 18 de Setembro. Ela afirma ter desenvolvido erisipela depois de trabalhar na limpeza dos ônibus com produtos químicos.
Segundo Judite, as manchas começaram a aparecer nas pernas enquanto ela trabalhava na limpeza dos veículos. Ela relata que chegou a questionar por que uma colega recebia um adicional de 100 reais pela mesma atividade, enquanto ela não recebia o benefício.
“Até hoje nunca ganhei nada”, afirmou.
Os trabalhadores dizem que pretendem continuar mobilizados até que os processos sejam efetivamente resolvidos e os valores sejam pagos às famílias que ainda aguardam.
Contraponto: para uma publicação jornalística completa, é recomendável ouvir o sindicato dos rodoviários e a Prefeitura de Feira de Santana sobre as acusações feitas pelos manifestantes, além de consultar os processos judiciais para confirmar o número de beneficiários, os valores envolvidos e a situação atual das ações.
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