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Terapia ocupacional; Autonomia | Terapia ocupacional ajuda a promover autonomia e qualidade de vida em diferentes fases da vida

Profissional explica como a terapia ocupacional pode auxiliar crianças, adultos e idosos, além de contribuir no desenvolvimento de pessoas com autismo

Terapia ocupacional; Autonomia | Terapia ocupacional ajuda a promover autonomia e qualidade de vida em diferentes fases da vida
📸Onildo Rodrigues

A terapia ocupacional pode desempenhar um papel importante na busca por mais autonomia, independência e qualidade de vida. Apesar de muitas pessoas associarem a profissão exclusivamente ao atendimento infantil, a atuação do terapeuta ocupacional alcança diferentes fases da vida, desde os primeiros meses de desenvolvimento até o envelhecimento.

Em entrevista ao Jornal Trans Brasil, o terapeuta ocupacional Bruno de Jesus explicou que o trabalho começa pela compreensão das necessidades individuais de cada pessoa.

Segundo ele, o profissional avalia o indivíduo de maneira integral e utiliza atividades e estratégias que ajudam a desenvolver ou recuperar habilidades necessárias para a realização das chamadas ocupações do cotidiano.

A terapia ocupacional pode atender bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos. No caso dos bebês, o acompanhamento pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades motoras e outras capacidades esperadas para cada etapa do crescimento.

Na infância e adolescência, o trabalho também pode envolver dificuldades relacionadas à aprendizagem, interação social, desenvolvimento e participação nos ambientes escolar e familiar.

Para adultos, a terapia ocupacional pode contribuir na retomada de atividades profissionais, sociais e de rotina quando alguma condição de saúde interfere na capacidade de desempenhar essas funções.

Atuação no autismo

Bruno de Jesus, que possui pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo, também destacou a importância da terapia ocupacional no acompanhamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo ele, o brincar pode ser utilizado como uma ferramenta terapêutica importante no atendimento infantil. Por meio de atividades lúdicas e da interação, o profissional trabalha habilidades relacionadas à comunicação, atenção, imitação, interação social e autonomia.

O terapeuta também chama atenção para sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional, como dificuldades no desenvolvimento motor, comunicação, interação social e questões relacionadas ao processamento sensorial.

Ele ressalta ainda a importância da identificação e da intervenção precoces quando existem sinais de alterações no desenvolvimento, sempre com avaliação adequada e acompanhamento multiprofissional.

Diagnóstico na fase adulta

A terapia ocupacional também pode auxiliar pessoas que recebem o diagnóstico de autismo somente na idade adulta.

De acordo com Bruno, o profissional trabalha a partir das dificuldades apresentadas individualmente, que podem envolver questões sensoriais, cognitivas, sociais e comportamentais.

O objetivo não é padronizar o atendimento, mas identificar as barreiras que interferem na rotina e desenvolver estratégias que permitam à pessoa desempenhar suas atividades com maior independência.

Envelhecimento com autonomia

Na terceira idade, a terapia ocupacional também pode contribuir para a manutenção da independência e para um envelhecimento mais ativo.

Entre as estratégias estão atividades voltadas para aspectos cognitivos, como atenção, concentração e memória, além de ações que estimulem a participação social e a realização de atividades físicas e de lazer.

Bruno destaca que o envelhecimento natural não deve ser encarado como sinônimo de doença ou perda inevitável da qualidade de vida. A adaptação das atividades e do ambiente pode ajudar o idoso a manter sua participação social e sua autonomia.

O profissional também reforça a importância da prevenção e da manutenção de hábitos saudáveis ao longo da vida. Para ele, assim como uma máquina precisa de manutenção, o corpo e a mente também precisam ser estimulados e cuidados.

Sempre é possível recomeçar

Ao final da entrevista, Bruno deixou uma mensagem para pessoas que enfrentam dificuldades para realizar atividades do cotidiano e ainda não conhecem a terapia ocupacional.

Segundo o terapeuta, nunca é tarde para começar a cuidar de si, buscar ajuda profissional e encontrar novas formas de realizar as atividades que fazem parte da vida.

A terapia ocupacional, portanto, pode atuar não apenas na recuperação de habilidades, mas também na adaptação da rotina e na construção de estratégias que permitam que cada pessoa participe de forma mais independente das atividades que considera importantes.

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