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Centro Industrial do Subaé | Desenvolvimento Econômico | SEGUNDA ETAPA DA REQUALIFICAÇÃO DO CENTRO INDUSTRIAL DO SUBAÉ É AUTORIZADA EM FEIRA DE SANTANA

Ordem de serviço prevê recuperação de 5,4 quilômetros de vias, além de obras de micro e macrodrenagem, com investimento total de R$ 46 milhões nas duas etapas

Centro Industrial do Subaé | Desenvolvimento Econômico | SEGUNDA ETAPA DA REQUALIFICAÇÃO DO CENTRO INDUSTRIAL DO SUBAÉ É AUTORIZADA EM FEIRA DE SANTANA
📸Onildo Rodrigues

A segunda etapa da requalificação do Centro Industrial do Subaé (CIS), em Feira de Santana, foi autorizada nesta sexta-feira (28) com a assinatura da ordem de serviço pelas secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Infraestrutura (Seinfra). A intervenção prevê a recuperação de aproximadamente 5,4 quilômetros de vias, além da implantação e recuperação de sistemas de micro e macrodrenagem.

A cerimônia foi realizada no auditório do Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS), com a presença de representantes do Governo da Bahia, empresários e entidades ligadas ao setor produtivo.

A nova etapa contempla o trecho entre a Avenida Probahia e a Avenida Banco do Brasil e vias adjacentes, no perímetro do CIS Tomba, além da Avenida Antônio Navarro e vias adjacentes, no Núcleo São Gonçalo II.

Saulo Pontes (SEINFRA) 📸Onildo Rodrigues

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura, Saulo Pontes, a primeira etapa da requalificação recuperou cerca de oito quilômetros do arruamento interno do Centro Industrial. Com a nova intervenção, serão aproximadamente 13 quilômetros de vias recuperadas, considerando as duas etapas.

O investimento total chega a R$ 46 milhões. Segundo o secretário, a segunda etapa terá prazo de execução de 15 meses e foi planejada para contemplar não apenas a pavimentação, mas também a drenagem necessária para garantir maior durabilidade da obra.

“Nós estamos dando ordem de serviço hoje por mais 5,4 quilômetros, num total de 13 quilômetros. O investimento total é de R$ 46 milhões.”

Saulo Pontes explicou que a inclusão da macrodrenagem é uma das principais características desta nova etapa. A intervenção busca melhorar o escoamento das águas e evitar problemas que possam comprometer a pavimentação das vias.

Segundo ele, a melhoria da infraestrutura tem impacto direto na atividade econômica, já que o CIS recebe diariamente um fluxo intenso de caminhões e carretas utilizados no transporte de matérias-primas e produtos.

João Carlos Oliveira (SDE)  📸Onildo Rodrigues 

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, João Carlos Oliveira, destacou que empresários consultados sobre a intervenção foram unânimes em reconhecer a importância da obra para o funcionamento do Centro Industrial.

Para João Carlos, a localização estratégica de Feira de Santana e sua importância como polo econômico tornam investimentos em infraestrutura fundamentais para a atração e manutenção de empresas.

“Quando a gente desenvolve qualquer ação voltada para captação de investimento, especialmente para captação do polo industrial, nós temos que dar as condições para o empresário.”

O secretário ressaltou ainda que, além dos incentivos fiscais oferecidos pelo Estado, é necessário garantir infraestrutura adequada para que novas empresas possam se instalar e as indústrias que já atuam no município possam ampliar suas atividades.

Geraldo Pires (CIFS) 📸Onildo Rodrigues 

A avaliação é compartilhada pelo presidente do CIFS, Geraldo Pires. Segundo ele, a primeira etapa da obra trouxe melhorias significativas para o Centro Industrial, que enfrentava problemas com buracos e alagamentos.

Geraldo afirmou que as condições anteriores provocavam danos em veículos e caminhões que circulavam pelo local e também aumentavam o risco de acidentes envolvendo trabalhadores.

Com a recuperação das vias e a melhoria da drenagem, o presidente do CIFS avalia que o Centro Industrial passou a apresentar melhores condições de logística e também uma aparência mais adequada para receber novos empreendimentos.

“Além de ficar boa a logística de todos, embeleza também o CIS, dá uma outra cara ao nosso CIS para a atração de novas empresas e novas indústrias.”

Ainda segundo Geraldo Pires, as intervenções foram planejadas a partir de um levantamento das principais necessidades de infraestrutura do Centro Industrial. A requalificação foi dividida em três etapas.

A primeira já foi concluída. A segunda, autorizada nesta sexta-feira, inclui as vias consideradas prioritárias e também a macrodrenagem do entorno. A terceira etapa deverá contemplar outros trechos do Centro Industrial, incluindo áreas próximas à BA-324.

INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO

Para Saulo Pontes, a melhoria da infraestrutura do CIS não beneficia apenas as empresas instaladas atualmente. A expectativa é que as novas condições de acesso e circulação contribuam para a chegada de novos empreendimentos.

O secretário citou outros investimentos realizados pelo Governo da Bahia na região, como a duplicação do trecho entre o Tomba e a Tapera e intervenções voltadas à mobilidade e acessibilidade.

Segundo Saulo, os investimentos em infraestrutura reduzem custos de transporte, melhoram a circulação de mercadorias e aumentam a capacidade de atração de novas empresas.

Ele informou ainda que os investimentos estaduais no Território Portal do Sertão, considerando obras executadas, em andamento e em processo de licitação, já somam cerca de R$ 460 milhões.

João Carlos Oliveira também destacou a política de incentivos fiscais do Estado para estimular a instalação de empresas. Entre os mecanismos citados está o Programa Desenvolve, que permite a concessão de incentivos fiscais após análise dos projetos empresariais.

O secretário afirmou que a Bahia também busca ampliar investimentos relacionados à transição energética e à geração de energia renovável, áreas que, segundo ele, têm atraído novos empreendimentos para diferentes regiões do estado.

EMPRESÁRIOS AINDA COBRAM OUTRAS MELHORIAS

Apesar dos avanços na infraestrutura viária, o presidente do CIFS afirma que outras demandas continuam sendo acompanhadas junto aos órgãos públicos.

Entre elas estão melhorias no fornecimento de energia elétrica, abastecimento de água, atuação da Embasa, licenciamento de empresas e questões relacionadas à segurança e às exigências do Corpo de Bombeiros.

Geraldo Pires informou que o CIFS mantém diálogo com empresas e órgãos públicos para tentar acelerar processos que podem interferir na instalação e no funcionamento dos empreendimentos.

A expectativa dos representantes do setor produtivo é que a conclusão das etapas de requalificação contribua para melhorar a logística do Centro Industrial do Subaé e fortalecer Feira de Santana como um dos principais polos econômicos da Bahia.

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